quarta-feira, 13 de outubro de 2010

LINDO PLANETA TERRA!


Questão ambiental, importante
Ao imediatismo transcende
Desenvolvimento sustentável
O homem fazer deveria.

Natureza, dela fazemos parte
Pressa, devemos ter
Problema, chamado de urgência
Descubra: não somos civilizados.

Homem, moderno e inovador
Bárbaros, nossos antepassados?
Não, as coisas estão fora de ordem...
Tempo demais já passou...

Distanciamos da vida nas cavernas,
Ocupamos planícies e planaltos,
Domesticando o fogo,
Mas não cuidamos das plantas...

E dos seres vivos deste planeta!
Subjugamos outros homens
Exploramos o seu trabalho
a morte o impomos,

Modernidade!?...
Humanidade disseminou riquezas
Alguns homens ficando ricos
Muitos cada vez mais pobres.

Ganância, injustiça
Egoísmo e guerras.
Abusou da natureza,
Preço alto hão de pagar!

Homens e mulheres!
Ouvi!
Equilíbrio é preciso,
Ação e atitudes também...

TERRA planeta único
Nossa única casa
Sólida por dentro,
Frágil por fora.

Vera da Mata
VC, 13/10/2010

terça-feira, 12 de outubro de 2010


MEU EPITÁFIO...

Sonhei com meu epitáfio,
Como na música de Titãs.
Acordei e refleti
Descobri que na morte
Quero ser lembrada
Como “aquela que veio a passeio”.

Com todas as reticências da morte,
Em toda a minha história de vida,
Minha inscrição tumular ,
estará na minha última morada.
Pois...
Na descontinuidade dos olhos,
Na ausência do olhar,
Na falta da presença física,
Hão de lembrar da minha frase,
Das minhas fases nubladas,
Dos meus desconfortos
e desencontros,
De minhas imperfeições.
Expresso o que sinto:
Aqui jaz uma incompreendida,
Solitária e sonhadora!...

Vera da Mata
12/10/2010

SERIA...


SERIA...

Seria a lágrima fria porque rola no rosto?
Seria amarga
Ou doce?
Seria dor ou amor?
Ilusão em todas as formas.
Seria minúscula concha a espreitar a vida?
Seria a espera que cansa?
Que fere,
Que chama,
Inerte
No deserto?
Seria
Retrato de pensamento,
De documentos,
De discordâncias ínfimas?
Não, seria um vendaval
Que trás paz
Que refaz
A luz
E a esperança!


Vera da Mata
VC, 12/10/2010

QUEM INVENTOU A AUSÊNCIA?

QUADRO DE SALVADOR DALI.
Inventou também o silêncio
E a partida.
Da sua voz calada
tão triste e sofrida.
Partida da família,
Do irmão, do filho,
Do amor e da dor.
Saudade do afago,
Do abraço
E da lágrima
Sem começo e nem fim.
Da chuva na janela,
Os pássaros a cantar,
Das crianças a brincar,
Dos crepúsculos e dos madrigais.
Quem inventou a saudade,
Não amou,
Não pulsou de vida,
Viveu espreitando o silêncio!


Vera da Mata
VC, 12/10/2010.

ESPERANÇA


IMAGEM DE UM QUADRO DE SALVADOR DALI.


ESPERANÇA

Quando ficar complicado
Tenha crença,
perseverança,
confiança,
são sentimentos
que atenuam o sofrimento.
Resguarde-se...
Tente compreender
Sem desiquilibrio.
Da dor alheia, participe
É ato de seriedade,
É virtude,
É amor.
A má influência, resista,
Do desânimo, fuja,
Das adversidades, fique longe.
Equilibre-se.
Tenha energia,
Coragem,
E sabedoria,
Pois sendo forte
atrai tudo de bom para si.

Vera da Mata
VC, 13/10/2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CHÃO DA MATA DA TABAJARAS

Meu olhar sem demora
procura os ramos, as flores,
Os troncos, as aves,
os bichos, os ventos,
os sóis e os lamentos
na ventura de meu quintal.
No chão folhas secas,
no vento, flores mil.
Azul do céu,
retalho inquieto
de nossa infância!
Recruzo o espaço
encontro árvores gigantescas,
que para abraçá-la
são braços de dez crianças.
Encontro a vida que por lá há...
Vidas aladas farfalhando, colorida...
pássaros, lindos!
Ramos a vergar,
Bigônias em flor
entrelaçados no cipó
como fios suspensos a bailar,
para gangorrar.
Enormes aranhas,
grilos, sapos luzidos,
cobras e serpentes,
vidas sem contar.
Na mata galhos tortos
e desempenados,
contorsões,
vultos condenados
no grito da daquela mata...
Gemidos!
São risadas longas dos seres de lá...
Assobios sem fim...
Soluços, silvos,
cochichos, estalidos,
Tico-tico, gaviões,
arapongas, tucanos
são guaches nas grutas a cantar
na sinfonia do nosso sonho de criança!

Vera da Mata
agosto/2001

FLORES

Tarde no azul do céu,
Gotas de orvalho
a cair destemida
beijam as flores
que unidas a olhar estão:
o sol e a vida!
Os passarinhos do céu,
com suas asas pequenas,
Nas profundezas do espaço
E ao léu...
buscam o encontro do amor.
Em parelhas descem todos
para encontrar as flores
suas amigas e conselheiras,
que estão unidas no mesmo arrebol,
No mesmo orvalho da noite.
Lá em cima as estrelas,
Cá embaixo as flores,
Numa eterna primavera,
São as rosas nascidas e floridas
Que amam os mesmos raios de sol
O mesmo raio de amor...

Vera da Mata
outubro/2006

HUMANIDADE INJUSTA!



Desfalecidos, errantes,
famintos, forasteiros,
É imagem de boa parte da humanidade.
Vidas carentes...!
Como fujir das sombras da morte?
Porque o povão para sempre
viveu nas amarras da falta...
Que num planeta tão farto...
Milhares no cativeiro viveu.
E no seu alento derradeiro
desta escravidão sem fim
a dor, a desilusão e a morte
foram suas companheiras.
Homens e mulheres sem esperança
com coração estraçalhado,
de falta de verdade e de amor
por todos tão desejado...

Cálice de amargura,
Dor infinita!
Sem saúde, sem educação,
A torturar seus corações
esperançosos!...

Grande povo de virtudes
Sê feliz! busque a paz!
Mas onde encontrá-los?
Suas venturas despertar deveriam
Acordar os ganaciosos
Que o planeta terra é de todos!...
E não é de ninguém...
Vera da Mata,
VC, julho/2009

TORRENTE


Serra azul!
Torrente de cachoeira!
Água que desce com força,
Junto com o vento
que balança as folhas,
Cria neblina na corredeira
que cai sem parar.
Produz fendas ocultas
E profundas
Nas entranhas das pedras.
São fios de água viva
pela escarpada a passar.
Água, pedras, folhas
Que de passagem
Caem, rolam e vão...
Levem a minha mágoa...
Lavem a minha dor!
Águas que rodeiam caminhos,
Que não descansam
na sua longa viagem
que terão até o mar.
Passam por líquens verdes,
por florestas,
por planicies e vales,
Batem nas rochas
Gemem sem parar.
E pelo caminho
aberto a chorar
caem no seu eterno rolar.
Levem a minha mágoa!...
Lavem a minha dor...

Vera da Mata
julho, 2009

ENTARDECER DO MEU CORAÇÃO...


Sol descamba no horizonte
como um cetim que cai no chão.
Deixa vermelhas as folhagens,
Deixa seco e magoado
meu coração.

As águas e os campos floridos,
vão dormir neste entardecer,
Que do céu implora olhares,
sentimentos...
Que transluz a luz deste momento.

É um facho de luz indeciso,
de cores semi-mortas,
que se perdem no azul noturno,
frio e adormecido,
Dos dias felizes ou tristes.

Meu amor guarnece os ventos
de sonhos e esperanças
como renda brilhante a farfalhar;
Que brinca com a palmeira
e as aves que passam na viração.

Mas há uma harmonia exalante
da natureza que se recolhe,
Do amor que eu sinto,
Dos juritis, dos sabiás,
Do esconder no matagal.

Entardecer de minha vida!
É como melancolia,
Oh meiga tarde!
Que na minha mágica vida caiu,
E as sombras da noite que chega
Trazem mistérios e encantos mil.

Vera da Mata
VC, 15/01/2010

AMIGOS!




Separarmos...
Vamos todos.
Saudades...
sentiremos.

Conversas jogadas fora,
Descobertas que fizemos,
Sonhos que tivemos,
Risos incontroláveis...
Momentos compartilhados.

Saudades...
Dos momentos de brincadeiras,
Das risadas por nada,
Dos finais de semana,
Companheirismo.
Das lágrimas de despedidas.

Na vida...
Cada amigo escolhe um caminho...
Um destino,
Um lugar.

Podemos nos encontrar?
Sim, até bobagens conversar...
Até os encontros raros ficarem.
Até restar só fotografias...
Lembranças e saudades...

Brumado, 2006
Vera da Mata

AVÓS E NETOS



Falam que os avós deseducam...
Verdade?
Mentira?
Difícil de saber.

Os avós não colocam de castigo,
dificilmente dão broncas
fazem todas as vontades.
Todos os mimos.
Deixam brincar com o que quiserem,

Comer os doces que desejarem...
Avós..
Sinônimos de alegrias...
Valores...
saudades...

Contato com os avós...
Melhora a relação de pais e filhos,
Além de criar relação de amor
E respéito com os idosos.

Avós...
utopia de viver,
Experiências
De modo lúdico
As histórias da vida!

Vera da Mata
26/10/2007

EMOÇÕES



Quadro ao lado de Salvador Dali.

Hoje acordei com um sentimento de “menos”,
menos problemas, menos enganos,
menos tristezas, menos saudades,
menos lembranças, menos solidão.

Mas como sou um turbilhão de emoções,
Viver sem elas não posso
quero “mais”,
mais alegrias, mais proximidades,
mais sonhos, mais realizações,
mais acalentos, mais amor.

Pois emoção é estado
Mental da alma,
dos pensamentos e comportamentos
Determinantes da vida.

Sentimentos...
Que afligem a alma e coração,
Consciente ou inconsciente,
É o sentido da vida.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ENTRE PEDRAS E ESPINHOS





Será que sei viver?
Imaginei a vida só de ilusão,
Ilude-me até ficar maluca,
que acabou com meus sonhos
e minhas esperanças.

No caminho, encontrei pedras
Enormes
Não consegui retirá-las,
Eu me arranhei
Com o bem e o mal.

Escolhi
Viver sem você!
Eu deveria aprender a viver!
Saber viver!
Dos caminhos
deveria ter retirado as pedras
Os espinhos,
Mas ilusões enraizaram
Para sempre!



Vera da Mata
outubro/2010

DEIXE QUE A VIDA TE DESPENTEIE




Hoje aprendi ...
Para viver de verdade
È preciso se despentear.
Aproveite a vida
O mundo é louco,
definitivamente louco...
O que é gostoso, engorda.
O que é lindo, é caro.
O sol que te ilumina,
Te enruga o rosto.

Mas, se despentei...
Ria às gargalhadas.
Viajar e correr,
Despenteia.
Entrar no mar,
Ou na cachoeira
Despenteia.
Tirar a roupa,
Despenteia.
Brincar,
Despenteia.
Cantar até ficar sem ar,
Despenteia.
Dançar até cansar,
Despenteia ...
Viva despenteado!
Só assim será feliz!

Vera da Mata
outubro/2010

domingo, 3 de outubro de 2010

ODE À FAMILIA

União de pai e mãe,
Sinônimo de amor e calor,
É repleta e completa,
De tristezas e alegrias,
e de desarmonias.
Às vezes engraçada,
afinada nos sonhos,
engrenada nas lembranças,
Mas, por vezes, fica complicada,
desajustada e desacertada,
Mas a família é uma benção!
Lá dentro: nascemos
Lá Crescemos,
Lá nos formamos
E de lá ganhamos
o cruel mundo.
Na família ganhamos abraço,
Disciplina e afago,
No almoço em família,
No vento no rosto,
Na boa lembrança,
No mingau de fubá no inverno,
No jogo de futebol pelo rádio,
Nas comemorações de natal.
Ganhamos rotina...

Família: bem mais precioso!
Nossos pais merecem todo respeito
Do mundo, todo o carinho
No sol de toda manhã.


Vera da Mata
2 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

LUIZ - luz






Luz que passou como um raio...
Tudo com você foi para ontem,
Conheceu o Oriente Médio,
Iraque, Holanda,
Nos Estados Unidos morou.

Deixou em nossos corações
Saudade e solidão que nos acompanha
desde que você foi embora.

Você sempre foi engraçado...
leal ...
gostava, com todos, de fazer pegadinhas.
A saudade machuca...
"Canhão"...

Tenho saudades do Mário
que você inventou
só para me pegar, na minha distração.
O passado com você ainda não passou,
nós nos recusamos o presente que nos deixa triste,
sem a sua presença.

E seus lindos olhos azuis?
Saudade é sentir que existe
o que não existe mais...
Da dor - da falta de sua alegria,
De sua força,
De seus casos engraçados.
Tudo que restou para nós
foi o gosto amargo da morte.

Luz
União
Inacreditável
Viver a vida sem você...
Z....... para sempre!

Vera da Mata
02/10/2010

UM PASSEIO PELO RIO ARAGUAIA







O Rio Araguaia significa rio das araras ou papagaio manso, no dialeto Tupi. Nasce em Goiás nas formações elevadas existentes no Parque Nacional das Emas e tem 2114 km de extensão.
Fiquei quinze dias na casa de minha filha que morava em São Miguel do Araguaia, situado no noroeste de Goiás, ao sul de Tocantins. Foi o lugar mais fantástico que conheci. È uma região incrível, bonita que faz um calor impressionante.
No aspecto social é um município de classe média com uma economia ligada a criação de bovino. Quando estava indo para conhecer o rio com minha neta, os colegas de trabalho de minha filha e ela, ao longe, vi um morro todo branco, perguntei o que era, o que me responderam: é gado.
Fiquei encantada com tanta diversidade de vida selvagem e a beleza do rio: vi jacaré, mergulhões, gaivotas, aves pequenas , todas coloridas e lindas.
O Araguaia é rio mais piscosos do mundo, comi todo o tipo de peixe, cada um mais gostoso que o outro, desde pirarucu, piraraca, surubim, pacu, deliciosos!
No dia do passeio tive uma sensação incrível de navegar pela primeira vez por um rio como o Araguaia. Chegamos ao Posto do IBAMA, onde um funcionário havia preparado para nós uma lauda refeição: arroz, feijão e peixe com rodelas de limão. Foi a comida mais gostosa que comi. Depois saímos para um passeio rio abaixo, fomos até o inicio da ilha do Bananal, com paisagens fantásticas, aves em vôos rasteiros, jacarés esquentando sol à beira da água, sem contar as fantásticas casas de fazendas construídas à beira do rio, que víamos de vez em quando. E as pessoas em suas barracas tomando sol...? Incríve! Não podia imaginar que no planalto central do Brasil pudesse ver: praias, barcos, iates, barracas, restaurantes, etc
Além do passeio de barco, a convivência com a sogra de minha filha foi muito engraçada. Tudo que eu fazia, ela colocava defeito, aí comecei a colocar defeito, também, nas coisas que ela fazia. Um dia fiz um doce com o miolo do tronco do mamão. Parece doce de coco. Passei a tarde toda ralando o "bendito miolo", fiz o doce... ela colocou defeito. Disse que havia ficado bom, mas faltou açúcar e mais alguma coisa. Pela manhã ela fez um bolo de milho para o café e eu disse que estava seco.
Mas as coisas só ficavam neste ponto, porque à tarde saíamos por São Miguel do Araguaia, uma cidade pacata, bonita, tranquila para fazer caminhada, conversando e rindo de nossas mancadas.
Meu genro um dia falou: “lembrem-me de não trazer vocês duas mais para o mesmo ambiente, porque duas sogras juntas ninguém merece...! kkkkkkkkkk
Foram quinze dias muito bons!
Ao virmos embora, voltei de carro com o meu genro. Ele queria passar, novamente, por Tocantins, mas por insistência minha, ele cortou Goiás para eu conhecer as cidades e aproveitar para ver Brasília.
Chegando a Brasília ele olhou para mim e disse para prestar bastante atenção, porque não é qualquer genro que traz SOOOOGRAAAA para conhecer a capital do país.
Mas para reparar a minha teimosia, paguei o almoço dele no restaurante, era comida a quilo e estava muito farta e gostosa. Almoçamos e fomos embora, resultado: a comida fez mal a ele, de quinze em quinze minutos tinha que parar o carro e correr para o meio do mato, mas eu não tive nada. Ele disse que ERA praga de sogra. kkkkkkk

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PARA MEU PAI ...

SILÊNCIO!
Noite fria,
ventania
e escuridão,
Coração que clama
pelos seus olhos sem brilhos
na sua doce guarida.
Face sem expressão,
meus olhos suplicantes,
pelo amor perdido
de uma vida que se foi...
Meu coração só faz pulsar
de saudade ...
Não adianta,
dorme na eternidade
definitivamente.

Vera da Mata
outubro/2010

PRESTEM ATENÇÃO NAS IMAGENS E PALAVRAS DE CHAPLIN...


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O QUE É AMOR?


É amizade...
Movimento,
ser ouvinte,
ter respeito.
Também é...
saudade...
alegrias,
entrega,
Sinceridade.
Assim amor...
é paixão,
guarida,
feitiço.
Assim amor
é o sorriso
da flor...!

Vera da Mata
VC, 29/9/10

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SAUDADES...



Ah! que saudade eu tenho
da infância na tabajaras,
das árvores, dos bichos,
do tempo, das brincadeiras.

Saudade do tempo das casinhas,
das comidinhas, do quintal,
dos ninhos de galinha a procurar
no mato, das gangorras de cipó.

Inocência, vida simples,
brincadeiras de roda,
do passa anel e do filme,
do céu e do inferno.

CAMINHOS...


Escarpados de espinhos...
de pedras...
de abismo...

Sombras do céu...
da vida...
da morte...

Vida
esvoaçantes...
que se esconde no escuro,
no oculto,

nos sonhos...

Ontem...
era um pássaro livre,
triste...
no céu da imaginação.

Hoje...
perdida
nos caminhos
da alma.

Asas...
da imaginação
no coração da ilusão.

VC, 29/09/2010

Vera da Mata

EXISTÊNCIAS


Vidas que se encontram...
se entrelaçam...
se enroscam...
se arrastam...
Eternamente nas correntes,
nos corações,
nas emoções,
nas tristezas,
Que vive na ilusão,
nas mãos,
nas alegrias,

no amor,
na dor.

MINHA NETA, AMO VOCÊ!


VC, 29/09/2010
Vera da Mata

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DUALIDADES...



Tudo na vida tem dois lados:
Sol e lua,
Dia e noite,
amor e ódio,
morte e vida,
paixão e razão,
ser ou não ser,
preservar ou destruir,
querer ou mudar,
Chorar ou rir,
viver ou morrer.

Ainda há...
Humildade e simplicidade,
simplicidade e semente,
semente e grande sonho,
Sonho e esperança,
esperança e brilho,
brilho e estrela,
estrela e galáxia,
galáxia e universo,
universo e infinito,
infinito e Deus,
Deus e vida,
vida e amor.
Amor é celebração,
celebração é razão para existir.

Vera da Mata
5/09/2010, VC

Prazer em existir...




Com a imaginação solta
devemos pensar na vida.
Nas coisas boas que temos...
Na fome, uma boa refeição,
no sono, uma boa cama,
no abraço, uma pessoa que ama,
nos problemas, um ouvido amigo para nos ouvir,
nas dificuldades corriqueiras, o sorriso,
no churrasco, os amigos,
nas sensações, uma boa música,
na chuva, uma boa rede.

Diante de todos os sois e luas
devemos abrir um sorriso sempre,
rir de si mesma ...
das mancadas da vida!
Aproveitar o dia ao máximo!
Fazer sempre o que gosta com amor,
não desperdiçar tempo com coisas bobas
e insignificantes...
Sonhar mais...
Correr atrás dos sonhos ainda não realizados...
Descobrir que o amor foi criado para todos!

Mas para variar os padrões:
Não fique preocupado em excesso,
Não fique seguindo modelos...
Leia mais e renove as suas ideais,
busque o aperfeiçoamento humano,
tenha coragem de ousar...
Não pese os erros dos outros,
porque senão pesarão os seus...
Resolva seus conflitos
e suas angústias..
Elas são só suas.

Enfim...
Beije a primeira pessoa que vê pela manhã,
sorria quem encontrar pelo caminho...
Acene para seu vizinho,
dê bom-dia sonoro a todos,
visite sua família,
coloque flores em sua casa,
transforme a sua vida em algo mais leve,
coloque uma pitada de bom-humor em tudo,
ensina e aprenda mais,
pense menos em si mesmo,
não fale mal das pessoas
Seja mais feliz!

Vera da Mata
26/9/2010, VC

SAUDADE DA MINHA IRMÃ CAÇULA...






FOTO: Renata e eu...


Este texto foi minha linda irmã Renata que me escreveu em 5/07/2008.

Quando nasci ,você contou que o nosso pai não estava presente, você que levou a nossa mãe ao hospital onde a mesma passou muito mau. Os médicos me diagnosticaram como morta, mas no final perceberam que o cordão umbilical pulsava. Foi aquela alegria, primeiro estava viva, segundo era menina e o nome lindo que eu tenho foi dado por voce, se lembra?
AH! VOCê DIZIA QUE PENSAVAM QUE EU ERA SUA FILHA, mas era sim, amor não está no grau de parentesco e sim no AMOR, NEM QUE NO MOMENTO SEJA VIRTUAL, mas ESTAREMOS JUNTAS EU, VOCê E AS MENINAS. A NOSSA INFÂNCIA FOI MUITO BOA LÁ NA SUA CASA DA SATÉLITE. ERA BRINCADEIRAS E SÓ BRINCADEIRAS. QUANDO VOCE IA LÁ CASA EU SAIA ATÉ MAIS CEDO DA ESCOLA PARA TE ENCONTRAR. E OS DOMINGOS: CINEMA , PIPOCAS , BALAS DE CHOCOLATE, SOCIAL CLUBE ... quanta coisa boa, tanta lembrança boa tenho junto de você. Mas o tempo passou e na juventude fomos separadas... fui para Ipatinga, você para Brumado. Tivemos que seguir caminhos diferentes e longe uma da outra, mas isto não impediu que o nossa amor nunca morresse. Cada uma teve que seguir o seu caminho, nos afastamos um pouco, mas agora nos reecontramos on line.

TE AMO COM UMA MAE...

Renata Ariadne

Texto que minha filha Denise escreveu para mim em 2001





Foto: Denise e minha neta...

FIGURA MATERNA


Proteção materna... tema de belas crônicas e poesias. Tema que, mesmo não sendo citado, está sempre presente nas mais belas histórias.
A figura materna, em geral, é mágica e especial. E é dificil ser mãe... Há quem ache o contrário, mas a mãe tem a constante e eterna necessidade de proteger seus filhos. Há sempre muito a fazer: passar no quarto à noite, para ver se os filhos estão cobertos e a janela fechada. Olhar com toda atenção do mundo quando a filha vem contar os problemas da escola. Revoltar-se com a injustiça e levantar-se com raiva para proteger seus "eternos bêbes" das dores do mundo...
E quando chega alguma doença? O espírito se inquieta 24 horas por dia. No hospital, briga com todos para conseguir segurar a mão da filha, mesmo que ela esteja na enfermaria e o horário de visita tenha acabado.
A figura materna tem o poder de consolar sem dizer uma única palavra. Ela apenas pára e diz com o olhar: "Está tudo bem! O mundo é ruim mas eu estou aqui com você..." Ela consegui sentir, antes que o filho e a filha, o frio, a fome e as decepções que eles podem vir a sentir. Quando isso acontece, logo avisa-os do perigo e alivia suas dores antes mesmo dela chegar.
Não há como explicar uma mãe e seu poderes na vida dos filhos... mas se fôssemos encontrar uma palavra que fosse tão mágica e tão linda quanto a figura materna, qual seria? Procuro por todo dicionário e no alto do meu modesto conhecimento da Língua Portuguesa, só encontro uma: mãe!

Denise da Mata
Brumado, 10/05/2001

domingo, 26 de setembro de 2010

História de Belinha



ESTA É A BELINHA OLHANDO COM DESPREZO PARA SEUS FILHOTES.


Tudo começou quando minha filha caçula trouxe de Vitória da Conquista, há uns cinco anos atrás uma cachorrinha marrom, pequena de uns 30 centímetros, olhos esbugalhados, dentes para fora e que conversa com o olhar. Recebeu o nome de Belinha. Sempre cuidei dela com todo amor e carinho, não ficou linda, mas com a passagem do tempo, foi ficando cada dia mais ousada e independente. È uma cadela dócil, delicada, amorosa, mais cheia de vontades próprias, parece gente! Só come carne, frango, queijo, pão ou outra coisa que goste. Ração só quando a fome aperta, quando a COLOCO de castigo. As outras cachorras, que temos em casa, ficam enciumadas com a mordomia, mas fazer o quê?
Além de ficar na rua o tempo que desejar, quando resolve voltar para casa, pula pela grade do portão dos fundos e fica dentro de casa quanto quiser.
Mas as coisas começaram a se modificar depois que nos mudamos de Brumado para Conquista. Onde morávamos, ela era livre, passeava pela Vila de Catiboaba na hora que queria, voltava quando tinha vontade. Depois de 2007, numa cidade maior e desconhecida, as coisas não podiam ser mais como eram. No entanto, como consertar a postura de uma criatura abusada? Não é fácil. Aqui na nova cidade, ela sai, arruma as amizades que mais deseja, trás más companhias para o portão de casa e não se importa com nada. Quando eu a chamo quando está saindo, ela pára, se vira, olha para mim, vira as costas e vai embora. Se ela fosse gente, seria uma garota de programa.
Todos nós sabemos que paquerar é bom, mas chega uma hora que tem que tomar juízo e mudar de vida. Mas não ela! Pelo menos se ela tivesse um só, mas tem muitos. Ela é impontual e imprevisível e sempre será!

Poucos seres neste planeta vão experimentar a vida do jeito dela. Ela sai e nos deixa com aquela sensação de besta, de idiota. Ela mostra aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto... como se cantasse uma música de "Wando" ou de "Reginaldo Rossi" .

Não adianta tapar o sol com a peneira. Por mais que não admitamos, Belinha é uma garota de programa, irresponsável. Teve duas barrigadas e colocou mais de 4 filhos no mundo...

Negue o quanto quiser, tenho uma cadela livre e que só faz o que quer...

SOMOS ETERNOS APRENDIZES DA VIDA!

Considero ainda hoje
e cada dia mais e mais
somos aprendizes da vida!
São emoções e acertos,
erros e decepções,
tombos e lágrimas
escorregadias e injustiças!

Mas para termos felicidade,
precisamos aceitar uns aos outros.
Não é fácil. Ás vezes é dificil!
Não devemos, assim, colocar
nossa trajetória nas mãos de outra pessoa,
pois cada um é responsável
por aquilo que faz da vida.

Somos construtores e atores
de vida e sentimentos,
Há uma dicotomia?...
Sim, mas também há sonhos,
filhos, netos, desejos,
felicidade, trabalho,
escola, adolescentes, encanto,
alegria, ilusão!

Vera da Mata
25/09/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O que é Solidão? Eu tenho e você?



Eu cercada de marido, filhos e uma neta, Ariel...


Só. Solidão. Frio. Chuva. Noite. Inverno. Tristeza. Deserto.
Não importa o que você sente, sempre é muito triste viver só no meio da multidão. Ela não tem nada a ver com casa cheia de gente, ser casada ou solteira, ser extrovertida ou introvertida, ela vem, se instala e não vai embora.
Agora neste dias com o mundo cada vez mais globalizado, com as tecnologias de ponta, que as facilidades de encontros mais fáceis, a maioria está cada vez mais sofrendo deste mal do século XXI. Ela sempre chega em forma de saudade.
Temos hoje em dia: celulares, internet, TVs, fotologs, skype, computadores, Orkut, MSN, etc, e uma lista interminável de amigos virtuais ou não, mas sempre sozinhos.
Há alguma coisa que preenche o vazio da solidão? Ela está dentro e fora de minha vida. Repica como um eco interior e cria um abismo intransponível entre todos ao meu redor.
Para acabar com ela, o primeiro passo seria criar pontes para superarmos e chegarmos do outro lado de nós mesmos.
Somos observadores de nossa vida! Estamos sempre olhando, acusando, desejando, apontando, amando, odiando, rindo e chorando por e de nós mesmos.
Será que a solidão tem saída? Será que podemos construir e usar as nossas pontes?
Estamos num emaranhado de ilusões, de corridas vãs que só fazem confundir liberdade e amor-próprio com egoísmo e individualismo.
Olhamos constantemente para o outro, mas será que o enxergamos? Será que o vemos com o coração? Será que percebemos também a sua solidão, as suas tristezas e sua dor? Devíamos acabar com essa mania irritante de acreditar que o outro é o causador dos fatos em nossa vida.
Devemos olhar o outro com um pouco mais de propriedade, estou certa de que a solidão acabará para sempre, porque seremos uma boa companhia para nós mesmos e para o outro.
Mas enquanto não construo a minha ponte, acredito que somos todos sozinhos, fechados em nossa concha pessoal.

Vera da Mata

VC/setembro /2010

Porque as crianças não brincam mais?






Fotos de minha infância...eu aos 4 e 1 ano de idade ...


Não vejo hoje as crianças brincando. Elas ficam de frente a TV, do videogame ou do computador. Ficaram para trás todas aquelas brincadeiras antigas e divertidas de quando éramos crianças.
Quando morávamos na Tabajaras, à tarde, depois do jantar, nossas mães sentavam para conversar, enquanto nós, crianças, brincávamos de inúmeras brincadeiras na rua. As meninas brincavam de passa-anel, amarelinha ou corda, enquanto os meninos jogavam bolinha de gude, pião ou faziam cabo de guerra. A gente também se reunia na “terra” onde brincávamos de soltar pipas, de fincas, esconde-esconde ou de pique-pega.
Quem da minha geração não se lembra de corre-cutia, céu-inferno, amarelinha, cabra-cega, barra-manteiga, de lojinha, de comidinha e das enormes rodas com as cantigas intermináveis?
Era comum entre nós armarmos um “fogãozinho de lenha” no quintal, (tínhamos até a trempe) fazíamos comidinhas e era uma farra. Era eu, Marinilse, Vanda, Carlos, Sônia, minha irmã e meus irmãos mais novos. Fazíamos arroz, ovo, fritava batata e passarinho. Sim... passarinho! Carlos, meu irmão de criação, os pegava e eu os fritava...Certa fez ele não conseguiu pegar nenhum, então resolvemos fritar um pintinho que a galinha “índia” de minha mãe havia chocado. Ela ficava brava. Mas não tinham mais jeito... já tínhamos comido.
Quantas e quantas vezes, meu pai cortava as cordas de cipó no mato para que não corrêssemos o risco de nos acidentar. Mas nós, teimosamente, arranjávamos outra e gangorrávamos a tarde toda. Era uma maravilha!
E quando chovia e a terra ficava escorregadia e molhada? Arrumávamos uma tábua, pregávamos outra ao contrário e descíamos o morro do quintal. Tínhamos que parar na bananeira ou no pé de manga-rosa, porque senão caíamos lá embaixo, num barranco de quase 3 metros, com a tábua em pé nas nossas costas. Como era bom! E as bicas que formávamos com a água de chuva? Que criança, hoje em dia, brinca desta forma?
Outra coisa que fazia parte de minha infância era procurar ninho de galinha no mato. Minha mãe criava galinhas soltas no quintal, de vez em quando alguma sumia. Era hora de procurar. Quando ela chegava para comer, minha mãe a prendia e quase na hora, ela a soltava e a galinha saia doida para ir para o ninho botar. Nesta hora eu a seguia e acabava achando o ninho, cheio de ovos ou de pintinhos. Um dia consegui encontrar um ninho, cheio de pintinhos de galinha-índia, brava, coloquei os pintinhos no vestido e saí correndo morro abaixo. Chegando lá embaixo soltei e a galinha veio em cima de mim. Como era divertido!
Sônia, minha irmã, tinha como padrinho “Zinho Glostora”, quem não o conhece em Monlevade? E todo ano, no natal, ele levava brinquedos para ela. Era a única lá em casa que tinha brinquedo. Certo ano, pedi a meu pai uma boneca de papelão. Sônia resolveu dar banho na minha boneca, enquanto eu não estava em casa. Quando cheguei e vi a minha boneca “derretida”, quase morri. Peguei o joguinho de quarto que ela havia ganhado e quebrei no martelo. Resultado: apanhei!
Tempo bom de nossa infância!
Hoje em dia as brincadeiras estão sendo esquecidas pela garotada. "Antigamente”, as crianças se divertiam mais e conviviam com outras crianças. Não tínhamos roupa cara e nem brinquedos manufaturados, mas a nossa diversão era garantida. Brincar fazia parte do nosso desenvolvimento infantil.
É preciso que os adultos hoje, deixe de usar a TV ou vido-game como babás de seus filhos e netos. Devem procurar levar a criançada às brincadeiras para fortalecer os laços humanos. Os pais e avós não podem se esquecer de sua própria infância. Esse resgate é ideal para dar mais alegria à vida, pois é o elixir da saúde no meio da correria diária. E as crianças que não brincam têm tendências às depressões, são menos criativas e têm dificuldade de se socializar. Brincar ajuda a desenvolver melhor a imagem, o esquema corporal e outras habilidades, como coordenação motora, exploram o movimento, o equilíbrio, o respeito às regras e o lado intelectual.
Vale a pena o esforço! Quando resolverem sentar com os pequenos, façam isso de coração. Vocês vão ver como a brincadeira vão ficar muito mais divertida!

Vera da Mata

Vit. Conquista, dezembro 2009

Minhas tentativas de escrever...





DO TÉDIO À ALMA

Tédio – taça de dor,
Dor – caminho do êxtase,
Êxtase – sonho dormido,
Sonho – riqueza da vida,
Vida – esperança de futuro,
Futuro – destino do oculto,
Oculto – perfeição da ilusão,
Ilusão – enlevo da alma.

Vera da Mata
Vit. Da Conquista, 29 de agosto de 2010.








VIDA
SONHOS
OCULTOS NA ALMA.


ALMA
ANSEIOS
INTERCALADOS DE ESPERANÇA.


ESPERANÇA
OCULTOS...
NA DOR E NO AMOR.



AMOR
PRESENTE
NA ALEGRIA E NA VIDA.



VERA DA MATA
30/8/2010









REFLEXOS


Sessenta voltas parecem um sonho
Entre o sol e as estrelas,
Intercalada de emoções, espinhos
E pesadelos.
Nossa vida anseia
Por amor
E não dor,
Que andam ocultos nas conquistas
E fracassos.
Fracassos das mãos.
Fracassos na morte.
Sem conforto da dor,
Sem conforto na flor.

O maior prazer da vida!
É sentir a fome do espírito,
A sede do coração!
Só assim daremos voltas
E o espírito não passa fome,
Não voa no espaço dos sonhos,
E o coração não sente a sede de nada.

Vera da Mata, 31/08/2010

SIMPLESMENTE MARIA

Minha vida sempre foi intercalada de brincadeiras em casa, no quintal e na escola na companhia de uma MARIA . Junto com meus irmãos tivemos uma infância recheada de rodas, piques-esconde, pipas, gangorras de cipó, comidinha no quintal. Mas a vida nos apresenta estradas e me separou de minha MARIA. Mãe amorosa, responsável que fez tudo que podia para sermos felizes e crescessemos saudáveis e fortes. E neste caminho que ando, na medida que amadureço, começo a enxergar a dor e a solidão de minha mãe. Ela não nos proibia de brincar, fosse no quintal, dentro de casa ou na rua, bastava que para isso meu pai não estivesse em casa. Mas apesar de seus esforços crescíamos entre brigas e discussões. Eu repudiava as brigas, os medos e a solidão dela. E neste ambiente ambíguo, ou seja, de duas vertentes: de um lado a honestidade, a religião, a disciplina, do outro, a gritaria, os excessos e a solidão de minha mãe. A angústia era a minha companheira constante! Angustia do medo! Angústia do choro de minha mãe com uma fralda nos ombros, sentada à janela com seu olhar triste e distante! Angústia do domínio. Assim cresci num ambiente nebuloso de sonhos interrompidos. A pequena pessoa que estava em mim vivia angustiada por não poder ajudar além do pouco que fazia, eram controvérsias e hereditariedade que lutavam em mim, às vezes, ganhava a solidão, às vezes a injustiça. Sempre admirei a minha mãe. Mulher sem estudo. Guerreira. Lutadora. Humilde. Sempre inteligente, tinha resposta para tudo na vida. Quando eu estava adolescente e trabalhava na Belgo-Mineira, na hora do almoço, sentávamos no meu quarto e conversávamos. Ela tentava se desabafar, contar as suas desilusões e eu sem experiência da vida não a compreendia totalmente, apesar de saber que ela tinha todas as razões de queixa deste mundo. Hoje sinto o que ela passou. E ainda bem que Deus permitiu que ela vivesse alguns anos além da desilusão, para realizar alguns de seus sonhos. Pois, quando eu tinha 15 anos, por exemplo, eu queria ser freira, ir para um convento. Hoje penso que foi melhor para mim e para a sociedade eu não ter ido. Se eu me tivesse me tornado freira, não teria tido os meus filhos e não teria vivido a vida que vivi. Não teria visto a minha mãe envelhecer. Que bom que a minha mãe é a pessoa que é! Arrependimentos! Tenho muitos... muitos mesmos. Se eu pudesse voltar a minha vida atrás, certamente, metade do que fiz, não faria. Os anos passaram. Sol e luas se encontraram. A vida se transformou numa fotografia amarelada pelo tempo, sem dedicatória. E minha mãe se transformou numa anciã de cabeça branca! Linda! Cheia de experiência e sem paciência com as voltas na vida. Ela passou por muitas auroras e por muitas noites em sua solidão. Quando ela era criança, sua mãe morreu, ela tinha apenas 11 anos. Pequena, órfão de mãe, recebeu como herança do pai apenas o amor e o carinho dispensados a ela, além do nome. Meu avô, carpinteiro de mão cheia, homem bondoso de olhos azuis, baixinho, gordinho, de voz suave e grave, era o encanto de sua vida. Amor eterno! Viviam num casebre humilde na Pedreira em Monlevade. Ainda criança, tomava conta da casa, juntamente com uma irmã de criação, Nazinha e de meu avô e meus tios Inhô e Jacy. Entre sofrimento, ilusão e saudade ela tornou-se uma moça alegre e comunicativa, apesar da dor. Mas meu avô casou-se de novo. Isso despertou o seu ciúme e saudade. Sua mãe estava sendo substituída. Impossível. Entrava em sua vida uma mulher diferente e desconhecida que se tornaria da noite para o dia em sua madrasta. Não queria que ninguém ocupasse o lugar de sua mãe Enedina Linhares de Souza, mulher que foi embora com 33 anos de idade. Mas a vida lhe pregava mais uma peça e os anos de convivência com esta nova pessoa lhe havia de trazer muita dor e brigas. Ainda bem jovem foi trabalhar numa fábrica de tecidos em Alvinópolis. Quando chegava não tinha o pai só para si mais, mas tinha que dividi-lo com mais alguém, mais alguém, mais alguém... Ela havia se desabrochado longe de sua mãe! Agora era obrigada e crescer ao lado de uma mulher que mal conhecia e que havia tomado o lugar da pessoa que mais amou na vida. Dessa forma as agitações da vida a fez exilada em seus sentimentos, em seus maiores sonhos! A solidão tornou-se a sua companheira. Mas seu caminho de sofrimento havia, pouco a pouco, de se modificar, pois conhecera meu pai e com ele iria viver seus próximos quase 60 anos. Teve onze filhos. Esperança. Ilusão. Solidão. Ela sempre sorriu com sorriso manso e triste. Só uma vez a vi rir às gargalhadas e contar uma piada. Jamais me esquecerei daquele dia em que ela ria e não conseguia acabar de contar a anedota. Morava em Monlevade, no bairro República. Assim sempre foi Maria Souza da Mata, antes Maria Linhares de Souza, ou simplesmente Maria de Armindo, ...MARIA...tudo aconteceu com ela. Parece que foi só um minuto. Ma já fazem 83 anos. Vera da Mata Vitória da Conquista, 20 de setembro de 2010.

Pensamentos e reflexões...

"Não conte a ninguém tudo que se passa ou sente em sua vida. Pois se foram coisas boas não acreditarão e se forem coisas ruins acreditarão prontamente." Vera da Mata



"Não pense no fracasso! Esquece as mágoas! Nem sempre é fácil. Eu decidi que a minha vontade de vencer será sempe mais forte do que minha angústia."
Vera da Mata

"Cuidado com a única vida das pessoas que passam pela sua única vida. Cuide delas, pois assim preservará o que há de melhor em você: o amor". Vera da Mata


"A maior dor que sentimos não é a solidão, mas é a presença e a indiferença da pessoa amada. Pois o amor quando vai embora, leva também a convivência e deixa ausência, fisica e espiritual".
Vera da Mata





SESSENTA VOLTAS AO REDOR DO SOL


Foi num dia de sol muito forte e em pleno verão que vim ao mundo. Era no dia 14 de janeiro de um ano qualquer, cheguei a este mundo logo depois do término da segunda guerra, num planeta modificado e destruído pelos seus próprios habitantes, com reflexos bastante visíveis até os dias presentes.
Já dei sessenta volta ao redor do sol, não sei quantas vezes já vi a lua cheia nascer, se por, ir embora e surgir novamente.
Sessenta vezes acompanhei o nosso planeta na sua trajetória anual. Acompanhei as estrelas em todos seus movimentos. Vi a Três Marias brilharem e piscarem para mim. Olhava-as desde criança com olhar de quem pergunta o segredo da vida e da morte, da luz e da escuridão, de todos os mistérios. Minha alma nas sessenta vezes que fiz esta viagem, indagou sobre os segredos dos ventos e flores. Há sessenta anos o vento escreveu uma palavra a meu respeito neste mundo terrível e estranho. Não sei qual foi, mas sei que ainda tento desvendar este mistério para descobri-lo.
O dia que nasci ergue-se em mim como uma cortina que me cerca, que me sufoca, que faz minha alma procurar a alegria e a tristeza, o amor e o ódio. São recordações que tumultuam a minha existência, que me impedem, às vezes, de seguir em frente. Meu pensamento percorri os quatro cantos do mundo e me envolvem com uma saudade tão grande, que meu coração chega a doer. Dor de solidão. De recordações. De pessoas que se foram de minha vida. Os rostos pálidos que ficaram na minha lembrança, enrugados pelo tempo só alimentam esta minha sensação. Mas vejo-os, novamente, em mim numa melodia triste e melancólica.
Nestas sessenta voltas, as mesmas pessoas e coisas que amei quando criança continuo a amar, apesar da distância e do tempo. Pessoas novas surgiram. Continuarei a amar até o fim de minha vida. O amor para mim é tudo. O amor é o segredo da boa vida. Amor pela minha linda mãe, que muito amou e sofreu nestas suas oitenta e três voltas ao redor do sol. Amor incondicional e de aceitação total pelo meu pai, pelas suas poucas e corridas setenta e sete voltas, que poderia ter percorrido a sua viagem em mais voltas, mais a sua pressa em correr o fez parar.
Amor eterno pelos meus irmãos, todos, desde Sônia, Selma, Zarinha, Henrique, Anchieta, Luiz, Armindo, Rui, Cláudio e Renata, cada um com a sua quantidade de voltas na sua viagem ao redor do sol e das estrelas, na sua afobação pela vida, na sua corrida atrás do sol e do vento, na criação dos filhos, no respeito pela vida e pela família. Exceto, meu irmão Luiz que desistiu de sua viagem na sua quadragésima terceira volta, apeando da vida e dos sonhos. Este amou a morte e desejou-a muitas vezes por falta de coragem para ir em frente, ele a chamava com voz suave da bebida.
Amor incondicional aos meus filhos: Elaine, Andreia, Denise e Marcelo. Eles contribuíram imensamente para aumentar a minha paixão por tudo e desenvolver a minha ternura e carinho. Desejei-os. Esperei-os. Criei-os. Amei-os com todos os seus defeitos e qualidades, com todos os seus sonhos e ilusões.
Enquanto eles cresciam, alicercei a minha felicidade. Pois cada manhã eu me sentia mais feliz e preocupada por tê-los ao meu lado como sombra transparente de mim mesma. Não sei acertei ou errei, sei que fiz o melhor de mim mesma. A minha alma sempre sussurrou “A felicidade nasce e cresce dentro e fora de mim”. E quando abri os olhos para enxergar a minha felicidade vi quatro espelhos de mim mesma, cada um do seu jeito.
Assim se passaram as sessenta voltas ao redor do sol, não sei quantas viagens ainda farei, mas seja quantas forem as farei valer a pena. Sei que daqui para frente meus dias se esgotarão depressa, assim como as folhas caem das árvores no outono, eu sairei da vida. Fraca e silenciosamente. Minhas estações já produziram algumas coisas e espero que sejam para a perpetuação da vida.
Hoje, somente medito e relembro da viagem que já fiz, da distância que percorri. Olho para todos os lados e vejo a realização de meu passado que merece ser apontados diante do sol. Produzi pessoas, amor, ilusão, todos feitos de linhas emaranhadas na vida, como um algodão doce! Foram feitos também de esperança de luas harmônicas e felizes. Semeie meus pensamentos, meu amor, meu carinho, meus sois, minhas estrelas em meus sonhos e emoções, como um semeador enterra as suas sementes na terra e espera a frutificação. Semei na esperança no meu coração meio desiludido pela vida.
Sento-me, muitas vezes, num banco de meu quintal e medito sobre a beleza das plantas, dos bichos e do espaço, cheio de imagens e de tesouros perdidos e escondidos, maravilhas sempre em movimento, sempre espumante como a onda do mar. Olho para a vida e vejo que ela é bela. Todos os elementos dela são governados por leis imutáveis que determinam a sua atração ou repulsão nos movimentos na sua volta ao sol. Vejo todas as coisas, medito e me lembro que nas minhas sessenta voltas ao redor do sol, nos elementos visíveis e invisíveis que se passaram por ela, sei que a insondável vida está a minha espera. Sinto a movimentação e um ruído de sons e harmonias que interferem nas minhas viagens.
As asas de minha imaginação voam e voltam, chegam e vão. Elas vão ao céu e chegam ao inferno e retornam sempre com um pouco mais de mim mesma. E quando vou, as minhas mais profundas sensações e questionamentos voltam sem luz, sem sol e sem estrela!
E agora atinjo uma etapa de minha vida que aparece como um nevoeiro que, às vezes, me impede de ver o sol e as minhas estrelas que tanto amo. Nevoeiro de lamentações. Nevoeiro de ilusão. Nevoeiro de promessas. Meu coração bate. Reclama. Ri. Mas insiste de cabeça erguida a viver nas nuvens na esperança de descobrir o sol e continuar nas minhas voltas até me cansar.

Vera Lúcia da Mata Lula
Vitória da Conquista, 20 de setembro de 2010.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

MAIS DE "SEU" LUNGA...

Numa madrugada dessas, a mulher de Lunga teve um mal-estar, e gemendo acordou o marido:
- Lunguinha, Lunguinha, ta me dando uma coisa aqui...
- Então receba
- Mas Lunga, é uma coisa ruim...
- Então devolva!"

"Seu Lunga entrando em uma loja:
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar? - Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! - responde seu Lunga."

"Seu Lunga resolve andar um pouco e sai com seu chapéu grande e antigo. Durante sua caminhada ele resolve coçar a cabeça sem tirar o chapéu, então uma conhecida dele pergunta:
-Oxe seu Lunga, num tira o chapéu pra coçar o cabelo, não é?
Seu Lunga então responde:
-E a senhorita tira a calcinha pra coçar o tabaco?"

"O Seu Lunga consegue um emprego de motorista de ônibus. No primeiro dia de trabalho, já no final do dia, ele para o ônibus em um ponto. E uma mulher pergunta:
- Motorista, esse ônibus vai para a praia?
E o Seu Lunga responde:
- Se você conseguir um biquini que dê nele..."

"O Seu Lunga estava em casa e resolveu tomar um café:
- Mulher! Traz um café!
- É pra trazer na xícara?
- Não! Joga no chão e traz com o rodo!"

"Seu Lunga vinha chegando em sua casa com 1 litro de leite, quando uma pessoa perguntou:
-Seu Lunga, vai tomar um leitinho?
-Não, é pra lavar a calçada - Ele pegou, e jogou o leite na calçada."

"Seu Lunga tava cortando uns limões, quando passa sua mulher e pergunta:
-Esse limão é pra fazer suco?
-Não, é pra eu usar de colírio!"

"Seu Lunga estava chupando limão, quando cai um pouco no olho, quando passa alguém e pergunta:
-Ardeu, Seu Lunga?
-Não, mas vai arder é agora – Disse espremendo limão nos olhos."

"Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:
-No copo Seu Lunga?
E seu Lunga responde - Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!"

"Seu Lunga estava no mercado com uma caixa de ovos. Daí perguntaram a ele:
- Comprando ovos Seu Lunga?
Dai Seu Lunga responde - Não - jogando um por um no chão - É traque!!!"

"Seu Lunga estava passeando na calçada com o cachorrinho. E lhe perguntam:
- Passeando com o cachorrinho Seu Lunga???
E Seu Lunga respondeu - Não. É meu passarinho - pegando o pobre podle pela coleira e fazendo ele voar."

"Seu Lunga estava num restaurante tomando sopa quando perguntam pra ele:
-Tomando sopa em Seu Lunga?
E seu Lunga responde levantando o prato de sopa e derramando em cima dele mesmo -Não, To tomando banho!!!!!!"

"O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória."

"Um sujeito até a loja do Seu Lunga e pediu uma porca de determinado tamanho, seu Lunga respondeu:
- Procure naquela caixa.
E o sujeito começou a procurar e no meio de tantas peças nada de ele conseguir achar a porca que ele queria, então exausto falou para Seu Lunga:
- Seu Lunga, não consegui achar a porca...
Indignado, Seu Lunga foi até a caixa, procurou a tal porca e a achou, então virou-se para o rapaz e respondeu:
- Eu não te disse que a porca tava aqui fi duma égua!!! - e jogando a porca novamente na caixa e misturando com as outras peças diz - agora procura de novo direito que você acha!!!"

"O filho do Seu Lunga jogava futebol em um clube local, e um dia Seu Lunga foi assistir a um jogo de seu filho no estádio, e o sujeito sentado ao lado pergunta:
- Seu Lunga, qual dos jogadores ali é o seu filho.
Seu Lunga aponta e diz:
- É aquele ali...
- Aquele qual?
- Aquele ali!!!!
- Não tô vendo...
Então Seu Lunga "P" da vida pega uma pedra, joga em cima de seu filho e diz:
- É aquele alí que começou a chorar!!!"

"Seu Lunga no elevador (no subsolo-garagem).
Alguem pergunta: Sobe?
Seu Lunga: - Não, esse elevador anda de lado."

"Seu Lunga fumando um cigarro.
A pergunta: Ora, ora! Mas você gosta de fumar?
- Não, apagando o cigarro na língua diz, gosto de me queimar."

"Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à marinha para a entrevista:
Você sabe nadar? Pergunta o oficial.
-Sei não senhor.
-Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à marinha?
-Quer dizer que se eu fosse pra aeronáutica, tinha que saber voar!!"

"Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
Ta doente, seu Lunga?
- Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério eu tava morto!!!"

"Entra um sujeito na sucata de Seu Lunga, escolhe um relógio um pouco velho e pergunta:
- Seu Lunga, esse relógio presta pra tomar banho?
- Eu prefiro um sabonete – Responde Seu Lunga."

"Seu Lunga dirigia seu carro tranqüilamente por uma estrada isolada, quando um dos pneus estourou. Ao constatar que ele não trouxera um macaco, pergunta uma pessoa que ia passando muito educadamente:
- Sabe onde eu acho a porra de um macaco?
- Lá naquela casa, lá longe - aponta o cidadão, encantado com tamanha fineza.
- Mas cuidado com aquele cara, ele é muito ignorante.
- Na escola que eu me formei, Virgulino Lampião foi reprovado por frouxura. - responde então Seu Lunga.
Depois de andar mais de 25km debaixo do sol escaldante do interior do Ceará, Seu Lunga finalmente chega à tal casa. Bateu na porta, então um homem abriu e gritou:
- PUTA QUE PARIU!!!!!! O que é que você quer, caralho!?!?!?!?!
- Pega a porra do macaco e soque no cú da sua mãe, fela da puta!!!!!!!"

"Seu lunga foi pegar um ônibus. . .quando o motorista pede sua carteira de identidade...vendo sua carteira de identidade, o motorista diz......
-essa carteira não é sua!
seu lunga responde:
-e esse ônibus é seu?"

"Um conhecido de Lunga pergunta: - E ae Seu Lunga, como anda? Seu Lunga responde sem olhar pra pessoa: - Com as pernas não aprendi a voar ainda."

"Seu Lunga andava com sua bota com par de esporas. Quando um amigo seu pergunta - e esse par de esporar?
Seu Lunga responde: - pra caçar rato! O rapaz pergunta, como?
Seu Lunga diz: - primeiro você põe um queijo no c... e quando o rato vier, você chuta de calcanhar o rato com as esporas.
Tem uma piada de Lunga
Sobre o leite na calçada
Certa manhã ele foi
Pegar sua vasilhada
Mas quando voltando vinha
Deu de cara c’uma vizinha
Que lhe fez pergunta errada

Ao passar por ele disse
“Hum, leitinho pra tomar?”
E ele foi logo queimando
O pavio sem azeitar
Pegou a lata e virou
Todo o leite derramou
“É pra calçada lavar!”

A Pescaria:
Seu Lunga sai de casa com a vara de pescar e um cestinho em direção a lagoa quando seu vizinho passa e fala:
- Indo pescar Seu Lunga? E seu Lunga responde:
- Não to indo jogar porrinha (quebrando em palitinhos a vara de pescar).

O cuscuz
Estava na hora do jantar então seu lunga falou pra empregada:

- Maria traga o leite. ai ela trouxe o leite.então seu lunga disse :
- Maria traga o cuscuz.aí ela trouxe o cuscuz.

Então seu lunga despejou um pouco de leite no cuscuz aí o cuscuz chupou o leite aí seu lunga olhou desconfiado e colocou mais leite no cuscuz então o cuscuz chupou o leite de novo então seu lunga já arretado pegou o prato com o cuscuz, jogou no rio e disse:

- Chupa isso ai agora seu misera !!!!

Se souber de mais causos, basta deixar um comentário ou entrar em contato.
Seu Lunga e o concorrente

Tendo chegado na cidade, para se estabelecer como borracheiro, um novo e sisudo habitante, e, exatamente na rua do Seu Lunga, o povo logo começou com o falatório. Não demorou muito, foram dizer para o Seu Lunga, que tinha chegado na cidade um cabra mais "ignorante" (*) do que ele.
Seu Lunga ficou louco. Não pode! Aqui o maior sou eu! Mas, tudo bem disse Seu Lunga, eu vou até mesmo precisar de um macaco para trocar o pneu do caminhão e o sujeito pode me emprestar.
O homem, por coincidência, se aproximava e quando já estava na calçada do Seu Lunga, este, aos gritos, disparou:
- Eu não preciso do seu macaco! E pode ir saindo da minha calçada!
(*) Ignorante tem em cearensês, também o sentido de grosseiro, estúpido, malcriado.

Seu Lunga no Rio de Janeiro

Seu Lunga gostava de viajar e foi conhecer o Rio de Janeiro. Isso, há muitos anos, quando aquela cidade já era, no entanto, muito grande e a nossa Fortaleza ainda muito pequena. Seu Lunga ficou maravilhado. No Rio tinha de tudo, lojas enormes, supermercados, ônibus elétricos etc.

Um carioca malandro achou então de tirar um sarro com o Seu Lunga e enquanto desfazia do Ceará, ia elogiando a sua cidade. Entre outras tolices afirmou:
- Aqui tem até hospital pra cachorro!
Seu Lunga, "puto da vida" , rebateu:
- Então é melhor o senhor nunca ir à minha terra!...


Coragem para viajar Numa conversa de bar, um coitado foi cair na besteira de dizer, na frente do Seu Lunga, que tinha coragem de viajar de avião, mas, de navio não, porque não sabia nadar.
Seu Lunga, no ato, perguntou:
- E você sabe voar!...

Seu Lunga encontra um conhecido e diz que está indo ao enterro do Chico pedreiro. O conhecido, muito espantado, cai na besteira de perguntar:
- Mas, o Chico pedreiro morreu?...
Seu Lunga , irônica e grosseiramente responde:
- Não!... A família resolveu enterrá-lo vivo mesmoooooooo.


A virada do caminhão...

Seu Lunga havia comprado um caminhão novinho, zero, como se diz. Vinha ele todo feliz praguejando contra os bois, no meio da estrada, quando de repente uma curva se mete na frente do veículo. Seu Lunga tenta seguir a curva, gira a direção rapidamente, mas não tem jeito, o caminhão vira espetacularmente.
Tempos depois, Seu Lunga, que havia escapado da virada (claro senão não estaríamos contando o resto da estória), compra outro caminhão novinho-novinho.
Na estrada de novo, praguejando, ainda mais, contra os bois, encontra um conhecido e apesar de não ser muito do seu feitio, resolve dar carona ao infeliz que vinha no sol quente.
O homem entrou e foi logo perguntando:
- Seu Lunga, como foi a virada do outro caminhão?
Seu Lunga respondeu prontamente:
- Foi assim!...
E sem mais demora, virou a direção tão rapidamente quanto da outra vez e o novo caminhão virou também.



O parafuso difícil de achar...

Seu Lunga estava na sua bodega quando entrou um freguês e pediu um parafuso de meia polegada. Nosso personagem apontou a gaveta e mandou o homem pegar o parafuso. O infeliz procurou e procurou e não achou.

Pediu ao Seu Lunga e ele conversando e tomando umas e outras, mandou novamente o freguês procurar na tal gaveta cheia de parafusos de todos os tamanhos. Era o mesmo que procurar uma agulha num palheiro. Finalmente, depois de muito tentar e pedir ao abusado vendedor, o homem foi atendido. Seu Lunga foi até a gaveta e rapidamente pegou o parafuso solicitado.
O freguês suspirou aliviado e já estava agradecendo e estendendo a mão para pegar o parafuso quando o Seu Lunga bronqueou:
- Obrigado coisa nenhuma, eu não disse que estava na gaveta, pode ir procurar que você acha!
Dito isso, jogou o parafuso novamente em meio aos milhares lá existentes.



Seu Lunga na horta...

Seu Lunga estava limpando o mato ao redor dos legumes que havia plantado quando um conhecido, que passava no momento, perguntou. "Cuidando do horta Seu Lunga?". Foi o bastante pra irritar o mau humorado homem, que imediatamente arrancou todos os legumes e ficou jogando no cabra que teve o atrevimento de fazer tão idiota pergunta.


Seu Lunga trocando o jerico...

Seu Lunga foi trocar um jegue numa feira de troca de animais. Assim que chegou um cabra abestado foi logo perguntando. "Veio trocar o jerico em outro animal?". Seu Lunga fez uma cara feia e respondeu na bucha. "Vim nojento, mas não num veado como tu!".


Seu Lunga foi ao médico

Seu Lunga sempre teve muita saúde, mas ninguém é de ferro e um dia achou de ir ao médico para saber de umas dorzinhas chatas. Chegando ao consultório, o médico foi logo perguntando. "O que é que o senhor tem?". Seu Lunga foi dando meia volta e vociferou para o médico. "Se eu soubesse não estaria aqui e sabe de uma coisa, vou procurar é um adivinho que pelo menos tenta adivinhar e o senhor nem isso, vai é logo fazendo pergunta besta!".

Seu Lunga no Restaurante

Seu Lunga levou a família pra almoçar num restaurante e pediu uma coca-cola. O garçom perguntou."É família?". Seu Lunga se irritou e vociferou com o coitado."E você, por acaso, está vendo alguma quenga aqui seu fie de uma égua?".


Seu Lunga na igreja

Seu Lunga foi a igreja e o padre, muito satisfeito, pois o truculento homem não era muito de rezas, perguntou todo feliz. "Orando a Deus, Seu Lunga?". Seu Lunga, procurando conter a raiva, respondeu. "Não, seu padre, só estou aporrinhando o cão com reza!".


Seu Lunga pescando

Seu Lunga estava pescando quando um matuto chega perto, fazendo barulho, espantando os peixes e ainda por cima com perguntas bestas. "Está pescando seu Lunga? ". O Rei do Mau Humor responde sem pestanejar. "Não abestado! Não está vendo que estou só ensinando a minhoca a nadar...

Quem é "Seu Lunga"...


"Seu Lunga" é um personagem tão folclórico do Ceará, conhecido em todo o nordeste brasileiro com as histórias mais hilárias. É um personagem de existência real. É um senhor, cheio de energia, mais conhecido da cidade de Juazeiro do Norte, na terra também do famoso Padre Cícero. Todas as histórias atribuidas aele são por conta da sua personalidade de velho carrancudo, malcriado e estupidamente irônico. Esta página é uma homenagem especial da Ceará-moleque a essa ilustre personalidade do folclore vivo nordestino.

DEPOIS DE "LAMPIÃO" É UM DOS PERSONAGENS FOLCLÓRICOS DE MAIOR EXPRESSIVIDADE:
Seu Lunga é o cabra mais ignorante do mundo. Ele não tem muita paciência com nada. Aqui no Nordeste, sua fama se espalha devido a histórias como essas:

"Lunga estava tirando goteiras, defeitos das telhas de sua casa, um curioso passou e perguntou: Tá tirando as goteiras seu Lunga? Ele responde: Tô não, tô é fazendo - e ai saiu feito louco a quebrar as telhas."

Mais de "Seu" Lunga...

Seu Lunga estava na sua casa com sede.

E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:
- No copo, Seu Lunga?
E seu Lunga responde:
- Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!

O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória..

Seu Lunga entrando em uma agropecuária.
-Tem veneno pra rato?
-Tem! Vai levar? – Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! – responde seu Lunga.

Seu Lunga, no elevador (no subsolo-garagem). Alguém pergunta:
- Sobe?
Seu Lunga:
- Não, esse elevador anda de lado.

Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
- Tá doente, Seu Lunga?
- Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério, eu tava morto???

Seu Lunga dava uma bela surra no filho e o menino gritava:
- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!
- Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.

O amigo de seu Lunga o cumprimenta:
- Olá, seu Lunga! Tá sumido! Por onde tem andado?
- Pelo chão, não aprendi a voar ainda…

Na década de 70, Seu Lunga chega num bar e fala pro atendente:
- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!
- Desculpe seu Lunga, não posso botar música hoje…
- Mas por que??
- Meu avô morreu!
- E ele levou os discos, foi?

Durante a madrugada, a mulher do seu Lunga passa mal:
- Lunga! Ta me dando uma coisa..
- Receba!
- Mas é uma coisa ruim!
- Então devolva!!

O telefone toca. Seu Lunga:
- Alô!
- Bom dia! Mas quem está falando?
- Você!

As tiradas de "Seu" Lunga...

Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, to treinando pra morrer!

2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Ta com defeito?
- Não, é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.

3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.

4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!

5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!

6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta: (BOA)
- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!

7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta: (ÓTIMA)
- Vai subir?
- Não, não, to esperando meu apartamento descer pra me pegar.

8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:
- Flores?
- Não! São cenouras.

9. Você está no banheiro quando alguém bate na porta e pergunta:
- Tem gente?
- Não! É o cocô que está falando!

10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar: (MUITO BOA)
- Em dinheiro? ?
- Não, me dá tudo em clipes!