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sexta-feira, 18 de março de 2011

SAUDADE DE MINHA TERRA




Minha terra tem minérios,
Onde há muita riqueza,
A beleza de lá,
Não é como a de cá.

Nosso céu é mais azul.
Misturado com muito verde,
Nossa mata tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Na saudade, sozinha à noite
Minha mente vai até lá,
Vagueio por entre meus morros,
Cá... fico triste a chorar.


Não permita Deus que eu viva!
Sem que eu volte para lá,
Sinto saudade da vida
Da vida linda de lá.

VC, 19/03/2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O céu de todos nós...






Noite escura e triste!
Sem luz, silenciosa!
No céu brilham estrelas 
No espaço negro sem fim.
A lua escondida
Sob pontos prateados
Olham para mim
que sou pequena e sozinha.


Planetas brilhantes:
Azuis, roxos, vermelhos,
Preparam meu caminho
Neste espaço sem fim.


Pois as estrelas vagam...
Dentro de meu pensamento
Trazem criaturas da noite.
Que querem me maltratar.

Sofro do tempo o açoite,
Me canso e não quero parar,
Pois perdi-me no céu
E marfim da lua.

VC, 20/02/2011
Vera da Mata

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FILHOS



Filhos? São nossos?
Não, são do mundo,
Da vida e dos sonhos.
Vem através de nós
Mas não nos pertencem.
Podemos dar-lhes amor,
Mas não seus pensamentos.
Podemos abrigar seus corpos
Em nossos ventres,
Mas não suas almas.
Moram na casa do amanhã ...
E nem seus sonhos podemos visitar.
Não podem fazer o que fizemos,
Nossos exemplos não seguirão,
Se não desejarem.
Terão seus próprios sonhos
E experiências.
A vida não anda para trás,
Filhos são flechas
Guiadas pelos nossos arcos...

Vera da Mata
9/12/2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

COMEÇO DE ENTARDECER


 Cai a tarde, as cores mudam.
O dia se vai e a noite chega.
Na vida contei o tempo
E descobri que muito já vivi...
Pois tenho mais passado que futuro.


Nos mistérios da noite,
Minhas emoções se arrastam
e se embolam no meu coração.
Porque não tenho tempo para mediocridades,
invejosos,
conversas intermináveis,
telefone,
assuntos inuteis,
pessoas imaturas
E desafetos.


Na madrugada da vida,
Sinto perfumes das flores,
Dos ventos e das estrelas.
E na calmaria do meu repouso,
Sinto meu corpo cansado e fraco
Meus olhos não vêm como antes,
Meus braços perderam a agilidade,
Minhas pernas insistem em não me obedecer,
Meus pensamentos são outros.


Porque o tempo e a noite trouxeram
Outras emoções e percepções...
na imagens do meu ser.
E é no meu brilho de mulher,
Nas cantigas singelas do vento e do tempo
que meu aprisco fica mais calmo
Terno e doce...
E me prepara para o que virá daqui para frente.


Vera da Mata (no dia que fiz 60 anos)


14/janeiro/2010





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RAZÕES


São intocáveis as razões do coração,
São nebulosas as minhas lembranças,
São infinitas as dores da alma,
São longas as minhas madrugadas.

Madrugada fria, impávida e escura!
Nela, há um silêncio profundo,
Silêncio de morte tímida e pálida,
Enfeitiçada na tristeza sem fim.

Triste e sem fim também é o meu coração,
Que vive enclausurado na minha lágrima,
Que teima em cair pela saudade mágica,
De tudo que já passou e náufraga virei.
.
Mas náufraga não quero ser,
Pois há um pássaro que deseja voar
Dentro de mim...
Há uma princesa pálida na floresta do meu coração.

Na vida já fui jardim e já criei rosas,
Cravos e malmequeres,
Já fui deserto e areia tomou conta do meu coração
Que ficou seco e sem luz...

Já fui montanha e estive bem perto do céu.
Hoje sou pequena estrada,
De caminhos longos e tortuosos,
Onde me perco com frequencia...

Mas queria ser o raio de sol, o mais belo,
O mais dourado e quente,
Ao mesmo tempo ser água cristalina
Que rola pelas encostas para sempre...

Monlevade, 1990
Vera da Mata

domingo, 14 de novembro de 2010

SE O TEMPO VOLTASSE ... ELAINE



Seu nome siginifica Helena.
Inteligência e comunicação são seu lema.
Movida pela emoção e razão,
sentimentos que lhe permeiam a alma.


E significa ESPERANÇA,
Luta,
Amor,
Irreverente,
Na luz
Encontro


Se o tempo voltasse
você entenderia...
Quanto esperei e te desejei,
Filha do coração!


Agradeço a Deus por existir,
Pelo cariNho e dEdicação,
Pelos “não” que te falei,
Pelos “sim” que te proporcionei
Para que não sofresse
E nem lágrimas derramasse....

Tem um coração sem igual
No rosto, a perseverança!
Coragem! amor e luta.
Se o tempo, voltasse atrás

Entenderia...




VC, 14/11/2010
Vera da Mata

INDELEVEL AMOR!


Amor é seu nome!
Natureza é sua vida!
Dedicação,
Responsabilidade,
Esperança,
Indelével
Amor!

LindA filha, doce e meiga
Embeleza miNha estrada,
O meu caminho da viDa.
De amoR, tErnura e carInho.

SuA presença acaricia meu coração,
Seus versos me revelam seu lado lindo.
Sua sutileza é envolvente
nas amarras da minha emoção.

Pena não poder estar com você,
Todas as horas de nossa vida,
Trocando nossos versos
E desatinos...

Penso em você como luz da luA
em noite de verão, deitada
No quintal, tentando ler nas estrelas
Os mistérios da vida!

VC, 14/11/2010
Vera da Mata

QUANTA SOLIDÃO!



Faz frio lá fora, muito frio...
Parece solidão de natureza morta,
A chuva molha meu coração,
E nela encontro só minha solidão.

Solidão não é só ausência de quem se ama,
Mas a indiferença de sua presença.
É o quinhão que o tempo nos dá
E dor que insiste em machucar.

Solidão é como o vôo da abelha
Que sozinha vai de flor em flor,
Desencontros das almas
no caminho de estrela em estrela.

Solidão reflete tristeza
Dor, histórias e desamor,
Que anda nas estradas do coração,
Das emoçoes e desencontros.


Monlevade, 23/5/1986
Vera da Mata

terça-feira, 9 de novembro de 2010

MENTE...


Gente!
Mente...
Substantivamente...
Inteligentemente,
Diariamente,
Admiravelmente
Massificante - mente,
Pensante - mente,
Naturalmente... mente.




Gente!
Mente...
Verbalmente,
Espertamente...
Frequentemente ...
Mental - mente,
Fisica - mente,
Preguiçosamente...
Demente...
Mente!

Vera da Mata
12/11/2009

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

LEMBRANÇAS


Cada momento da vida
Como uma tatuagem na alma,
Gravado no coração está.
São acontecimentos grandes,
Pequenos e até insignificantes.
Carregamos pesos gigantescos,
desnecessários.

Lembranças inesquecíveis,
Lindas e belas ...
Ruins e feias...
Deixando cicatrizes!...
No coração!...

É um livro, uma música,
Uma viagem ou uma carta.
Caminhos que se anda,
Uma frase bonita,
Um buquê de flores,
Uma palavra amiga,
Um carinho numa necessidade.

Há lembrança de olhares ...
De sorrisos ...
De momentos...
De afagos...
De um perfume,
De um beijo,
Grudados em nossa pele!
Deixa-nos felizes!
Trazem saudades...

VC, 2/11/2010
Vera da mata

domingo, 31 de outubro de 2010

MEU MENINO IMPOSSIVEL


Fim de semana, domingo!
Assim que amanhece o dia
Mal espera dar oito horas
E ele chega com seu olhar conquistador
E seu sorriso maroto...
É o menino impossível
Que no PC quer jogar...

E o menino impossível
quer construir
seus brinquedos imaginários ...
Derrubar muralhas,
construir pontes e casas,
Armar cidades,
fazer plantações.

Luta, defende, protege.
E no seu jogo de faz de conta
Viaja nas sombras
Da sua imaginação.
Êta! menino esperto
e impossível!!


VC, 31/10/2010
Vera da Mata

DEPRESSA DEMAIS...


Só vou na ligeireza,
Depressa demais...
Preciso aprender a ser devagar...
Sei que devagar também se vai longe.
E quem muito corre, cansa.
Acabo cansada
Nesta vida tão bela ao meu redor!...

A pressa é um tigre
Que corre na imensidão de uma savana,
Corre atrás do coelho...
como vendaval de chuva,
como o tempo no relógio
quando estamos atrasados.

A pressa é um gavião entre as nuvens,
É um trem bala,
É um cometa no céu estrelado,

Desejo sabedoria?
Parar e refletir...

Devemos:
Apreciar a calma do mar.
O brilho das estrelas,
Os balanços das folhas de árvore
Como a tartaruga na beira do rio,
Como o bicho preguiça ao subir numa árvore,

Os que se vão depressa
fazem adoecer a mente,
O coração começa a bater devagar
E... pára para sempre ...

Vera da Mata
VC, 31/10/2010.

É PRECISO AMAR A NATUREZA

A devastação está assustadora,
O medo está instaurado.
É preciso evitar o vazio do verde,
Pois nem o verde de seu olhar,
Essa destruição, poderá sanar !...

Sem o verde, os pássaros não cantam,
As borboletas não voam,
Os animais silvestres não vivem,
O oxigênio acaba.

O homem deseja o mundo do silêncio!?
O silêncio dos seres!...
Um silêncio mordaz
O tirano do nada...
Mundo sem ruídos,
das águas, dos pássaros,
da chuva...
E dos mugidos dos mamíferos!...

Precisamos da beleza das plantas,
Do verde de suas folhas.
Do colorido de suas flores.
Cuidar e plantar,
Permanentemente,
Em vez de destruir e desaraigar...
Regar e coletar sementes
Em vez de fogo e queimadas...
Semear...
As plantas são seres vivos...
Têm direito de crescer,
florir e frutificar!...

VC, 31/10/2010
Vera da Mata

MAR - MARCELO


Marcado de sonho...
Marcado para o amor...
Marcado para ser feliz.
Do mar – você é peixe...
Azul, vermelho e amarelo.

Sempre mergulhado no reino das emoções.
De lá traz misteriosos pensamentos...
Sensíveis,
Compassivos,
Incondicionais.


É mutável...
E na construção de sua manifestação
Pela vida
Mostra-se coerente e belo...
É consciente e leal!...

Vive na fronteira de dois mundos:
Um, belo e sonhador,
Outro, dentro do outro.
Do mundo tira lição
Do que virá e o que já foi.
Suas emoções vivem num caldeirão
De sonhos e ilusões a beira-mar!..

Modéstia é sua constância!
Justiça é o seu lema!
Tem enorme empatia
Pelos menos favorecidos.
E no saltimbanco da vida,
sem saber muito bem como anda
ou para onde vai,
segue seguindo sua intuição.
E com pés descalços,
Sem vaidade...
Lá vai ao mar...
Mar - Marcelo, amor sem fim!

VC, 31/10/2010
Vera da Mata

MINHA FILHA DENISE



Lá com a nota do fá
Fiz uma canção para você,
De amor, carinho e paixão.
Cá eu te encontrei
No meu útero te alimentei
No seio do meu coração...
Sua meiguice me apaixonou
E minha vida marcou.

Menina, doce e gentil!
Tem compaixão e empatia.
Você água universal
Das emoções da vida!...
Ás vezes, chora,
Às vezes, ri,
Ás vezes, se alegra com pouco,
Às vezes, o muito lhe deixa triste.
É sinônimo de sensibilidade...
Sofre com sofrimento que não é seu...

Sua intuição é forte,
Sua expressão musical também,
Poeta você é...
Caminha pela vida,
sonhando ...
Nos devaneios do amor...
Fica confusa...
Sem amor concreto,
Com sonhos oscilantes
e belos ...
Denise - luz!....


Vera da Mata
VC, 31/10/2010

sábado, 30 de outubro de 2010

LIBERDADE



É ânsia de dignidade humana,
Relação de poder
No jogo de gato e rato,
Entre o poderoso
E o desprotegido.

Só é visível sob a luz da prisão,
Na defesa um do outro,
Na força de vontade dos saberes,
Na lealdade das sombras,
No devir das conseqüências.

É utopia...
Sonho de felicidade ...
É voo de pássaro no azul inifinito...
Querer fazer o que bem quiser...
É ser livre na natureza.
LIBERDADE!...

Vera da Mata
Monlevade, 1992

ONDE MORA A SOLIDÃO?


Mora acima das nuvens?
No encanto das estrelas?
No fundo do mar?
Acima dos picos de neve?
Nas profundezas da terra?
No deserto ou nas savanas?

Não, não sei onde mora
A verdadeira solidão.
Talvez more na quietude dos seres,
Na constante caminhada que fazemos ,
Nas decisões de livre arbítrio,
Dentro de nossos corações!...


Vera da Mata
Monlevade, 1991

quinta-feira, 28 de outubro de 2010






Sombras...
Que na escuridão ruidosa da ausência,
Rompe-se em fios finos de luz,
São melodias encantadas,
São imagens formadas
Que se esgueiram na estrada,
Sob a luz poente do sol,
Na luz fraca da noite.

Aparecem nas curvas da solidão...
E me procura no meu esconderijo
Onde quer que eu esteja.
No meu castelo de sonhos,
No amanhecer e no entardecer.

Sombra - sombra que embala
Canções tristes,
Sentidos perdidos,
Esquecidos...
Não vistos
E nem observados...

Elixir da mente...
Que minh'alma esconde,
que minh'alma almeja,
Á calmaria á beira do lago..
Lago so silêncio!

Lá... há também sombras...
De seres, de árvores, de pássaros,
Lá o tempo passa devagar,
E as minhas lembranças cruéis,
Emanações rudes de meu ser,
Querem me sufocar,
Trazer atrozes sentimentos
Que olham nas sombras da minha memória.

Vera da Mata
VC, 27/10/2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010


ALGURES e ALHURES


Em algum lugar encontrei você,
Algures.
De minha vida, baluarte,
De meus lábios, sorriso,
De minha alma, coração
esperança de amor.

Mas noutro lugar você estava,
Alhures.
Sua vida sempre foi mistério,
Nada meu você gostou,
Viajou na sua solidão
E me abandonou.

Lugares...
Algures,
Alhures,
Para sempre!...

Vera da Mata

VC, 26/10/2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

METÁFORAS


Quero deitar numa cama nas nuvens
E delas, tomar um sorvete,
Balançando no azul do céu,
Encostada numa estrela.

Quero ascender o fogo da vida
E encontrar o fervor do amor.
Porque a vida é fugaz
Como a chuva de verão.

Quero nadar no mar das ilusões
E fazer amizades com suas criaturas,
Quero pescar nas desilusões do rio
E com o boto cor-de-rosa encontrar .

Para saber os segredos da dor:
Quero mergulhar no vulcão
Dos sonhos de minha memória
E encontrar meus sonhos que tanto amei.

Vera da Mata
BR, 25/10/2001