
Sombras...Que na escuridão ruidosa da ausência,
Rompe-se em fios finos de luz,
São melodias encantadas,
São imagens formadas
Que se esgueiram na estrada,
Sob a luz poente do sol,
Na luz fraca da noite.
Aparecem nas curvas da solidão...
E me procura no meu esconderijo
Onde quer que eu esteja.
No meu castelo de sonhos,
No amanhecer e no entardecer.
Sombra - sombra que embala
Canções tristes,
Sentidos perdidos,
Esquecidos...
Não vistos
E nem observados...
Elixir da mente...
Que minh'alma esconde,
que minh'alma almeja,
Á calmaria á beira do lago..
Lago so silêncio!
Lá... há também sombras...
De seres, de árvores, de pássaros,
Lá o tempo passa devagar,
E as minhas lembranças cruéis,
Emanações rudes de meu ser,
Querem me sufocar,
Trazer atrozes sentimentos
Que olham nas sombras da minha memória.
Vera da Mata
VC, 27/10/2010
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