sexta-feira, 13 de maio de 2011

DESPERTAR DOS SONHOS!



Ah que saudade eu tenho!
Da minha adolescência,
Do grêmio, da siderúrgica,
Do colégio e do coral.

Belos eram meus dias!
Sonhos e esperança tinha.

O mar era só um sonho.
O céu era azul e branco.
O planeta era pequeno.
O mundo dourado e fagueiro.
Cor de rosa era o futuro.



A vida era risonha.
Estudo, trabalho e música.
Que saudade!

Era a lua beijando os morros.
O sol beijando as folhas.
Debaixo das amoreiras.
Por entre as bananeiras.
Que saudade!

Vera da Mata
VC, 5/05/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

AONDE VAMOS PARAR?



Existem grandes problemas ecológicos em nossos dias. Entre as grandes mazelas que temos, as sacolas plásticas de supermercado são uma delas. Dois estados brasileiros já criaram lei para proibir o uso de tais “sacolinhas”: Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O ex-ministro do Meio Ambiente do governo Lula, segundo noticia da internet, lembrou que “o Brasil usa por ano 18 bilhões de sacolas plásticas. No Rio, são 2,4 bilhões por ano, cerca de 200 milhões por mês. E que o objetivo da lei é reduzir substancialmente esses números”.  
O mundo consome um milhão de sacolas plásticas por minuto, que significa 500 bilhões por ano. É um número absurdo. As sacolas são úteis, mas sabemos que elas causam um problema ambiental muito grande. São usadas para colocar lixos domésticos, que vão para os aterros sanitários e levam anos para se desintegrarem totalmente, cerca de 500 anos.
Além de entupir galerias de esgotos e águas pluviais, poluem rios e mares, sujam praias, matam por asfixia animais que buscam alimentos no lixo.
 Mas o que fazer? Seriam as sacolas biodegradáveis ou/e sacos de papel a solução?
            Apenas alguns anos atrás não se usava sacolas em supermercado. Elas tiveram seu uso sistemático depois de 1980 para cá. Quando se ia às compras, levava-se sacos de panos, sacolas de lona e as compras eram embaladas desta forma. É preciso a conscientização de todos para o problema que elas estão causando.
 Pensa-se que as sacolas ecológicas são a solução, que levam apenas 18 meses para se decompor. São feitas de materiais oxi-biodegradáveis que causam menos problema ao ambiente ou sacos de papel. Mas quantas árvores terão que ser derrubadas para substituir os sacos de plásticos?
             Os problemas ecológicos são urgentes. O aquecimento global está sério. É necessário ações imediatas da sociedade, das empresas, principalmente daquelas que fabricam materiais poluentes, senão não sabemos aonde vamos parar.
                O ideal seria a reciclagem, mas 80% das sacolas plásticas vão parar nos aterros sanitários como lixo  comum.

Vera da Mata

VC, 27/4/2011



quarta-feira, 20 de abril de 2011

ERA UMA VEZ UMA BENZEDEIRA NA FAMÍLIA...






       
                 Hoje me lembrei de quando era criança na Tabajaras e minha mãe mandava que eu levasse algum de meus irmãos menores na benzedeira. Uma era D. Maria de Sr. Olavo e a outra, D. Zilda, que plantava verduras e morava perto do escadão. Eu ia entre curiosa e medrosa, pois meu pai odiava essas crendices, enquanto a minha mãe e minha avó acreditavam e confiavam.
            Era uma casa simples onde a mulher que rezava  ficava com um lenço amarrado na cabeça e galhos de folhas nas mãos e, às vezes, brasas vermelhas perto de uma vasilha d´água que se transformariam em carvão. Eu com o olhar assustado não perdia um só de seus movimentos, que subiam e desciam com as ervas e as rezas.
            Era uma cultura naquela época. Minha avó acreditava piamente, ela também sabia fazer as rezas, porque muitas vezes quando faltava encontrar alguma benzedeira ela mesma rezava.
             E sabemos que no Brasil, ainda nas pequenas cidades do interior, muitas senhoras ainda difundem o poder de “antigas benzeções”  aliadas a uma variedade de ervas e unguentos. 
          São benzeduras para afastar o olho gordo, a inveja, a desenteria, o vômito, o quebranto, o torcicolo etc. As folhas eram colhidas no quintal da casa: arruda, erva de são jorge, assapeixe, galho de peão-roxo ou de vassourinha, que expurgam as enfermidades do corpo humano e os mal-olhares.
            O ritual era vela acesa, água num copo de vidro transparente, brasas ardentes e as folhas.  Era um tal de fazer sinal da cruz nos pés da criança, na testa, rezava -se "3 padre-nosso e 3 ave-maria" virando-a de bruços,. Depois tomava-lhe os pés bem juntinhos,  sacudia e fazia o nome do Padre e rezava assim: Deus qui te feis,/ Deus qui ti criou,/ Nossa Senhora é qui tira /esse mal qui ti introu.// E rezava um padre-nosso e uma ave-maria, batendo com os ramos das folhas. “ Pois assim que os ramos murchassem, absorviam a doença e  a pessoa sarava, segundo a crença.
                 Não sei como andam as benzedeiras em nossos dias, mas na minha época de criança era bastante comum procurá-las. Minha avó tinha uma fé inabalável nestas coisas. Certa vez ela e minha mãe mandaram que eu levasse Armindinho na casa de dona Maria de Sr. Olavo, meu pai chegou e me encontrou no caminho com meu irmão. Chegando em casa foi o maior quebra-pau porque ele não gostava e isso já era tardinha, pois levar alguém a uma benzedeira tinha que ser ao raiar do sol ou ao crepúsculo, "noitinha".
            Os rituais eram  revestido de tradição, mistérios, símbolos sagrados,  rezas, rosários, sal,  água benta, cordão e ervas, de  origem africana, indígena e européia.  Benzer era um fio invisível e poderoso unindo as dores dos homens e suas mazelas ao Criador. 
            Em meio à sabedoria popular e tradicional,  ainda existem algumas mulheres portadoras desta dedicação e tradição, que nas rugas dos rostos e na calma de suas rezas fazem esforços para curar os males físicos e espirituais do corpo e da alma humana.


Vera da Mata
VC, 20/04/2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SIMPLESMENTE MARIA



Do hebraico – senhora e soberana
Na minha vida - mãe e companheira.
Tem serenidade, força vital,
vontade de viver...
Problemas? ... Não faltaram.
A dor? Agüentou no limite.


Ela não foi o que quis.
As dificuldades?
Fizeram-na forte!
As tristezas?
Fizeram-na humana!
A esperança?
Fizeram-na feliz!

Apesar dos pesares,
É alegre e comunicativa.

Maria - afetuosa e carinhosa,
Da voz mais melodiosa
Que dos sabiás.
Trabalhadora e sábia,
Paciente e competente.

MARIA – AMAR.
Guerreira. Lutadora.
Humilde e inteligente
Que bom que a minha Maria
É a pessoa que é!
Já deu 83 voltas ao redor do sol...

Vera da Mata

VC, 14/04/2011

MENINA SELVAGEM




Era uma menina livre e presa
Aos sonhos e ilusões.
Era selvagem ao seu modo,
Pois acompanhada de pássaros,
matas e bichos,
Trazia na vida uma gigante
Mangueira, que escorrida
nas faces, mangas maduras
Manchavam seu rosto e sua roupa.
Seus cabelos, molhados e
tocados de brisa,
brincavam com o vento.

A menina selvagem carregava
Em seus olhos verdes e profundos,
Brincadeiras, artes e imaginação.
Alimentava aves,
Escorregava morros...
E há de relance, no seu riso,
aço, goiaba e mangas.

VERA DA MATA
03/04/2011



ONTEM E HOJE





A globalização nestes dias tem criado novos hábitos de vida e mudado muitos paradigmas que tem mexido com a cultura de todos. Observa-se que com o passar dos anos vão surgindo cada vez mais “tecnologias” que nos faz cada vez mais distintos, individualistas e egoistas.

Mas ao remexer as gavetas de minha memória numa conversa com um aluno, lembrei-me de uma história que contava minha avó sobre o meu avô João Raimundo da Mata. Quem o conheceu sabe que era um homem simples, magro, humilde até a ponta do cabelo. Meu avô antes de ser tropeiro, era meieiro em Nova Era, mas é sobre sua primeira fase de vida que vou falar.

Sabemos que durante todo o período do Brasil Colônia, o tropeiro era uma figura fácil de se encontrar no país. Eram como se fosse os “caminhoneiros” hoje. Eles atuavam por todo o território antes do trem-de-ferro, dos caminhões. Todo o comércio de mercadorias era feito por eles, quando não havia nenhuma alternativa de transporte, fosse por navegação marítima ou fluvial. Dormiam ao relento, no chão nu. Comiam feijão, com torresmo, frutas que encontravam pelo caminho. Ficavam sujeitos á doenças, chuva, picada de insetos, ataques de animais ferozes ou de bandidos e/ou saudade da família que matava aos poucos.

Nas regiões do interior do Brasil, as mulas eram “os motores das carretas” de hoje. Eram as únicas que conseguiam andar por muito tempo carregando peso. Em Minas Gerais, por exemplo, elas eram usadas nas lavras de ouro, de pedras preciosas e no comércio de escravos, alimentos e ferramentas para a população dos arraiais interioranos.

O tropeiro era fundamental para a propagação do comércio e cultura do interior. Não eram comerciantes especializados, mas compravam e vendiam de tudo e foram um elemento importante no ir-e-vir pelos caminhos e estradas do sertão e caatinga.

Minha avó contava que meu avô tinha uma tropa, ou melhor ele fazia parte de uma tropa que percorria a região de Itabira, Nova Era, Monlevade, São Gonçalo do Rio Abaixo e região transportando e comercializando carvão, entre outras coisas. Sofriam todas as intepéries do tempo e da época para trabalhar e ganhar dinheiro. E foi numa destas andanças de tropa que ele a conheceu em “Bateias”, distrito de Itabira. Ele viúvo com um filho chamado Sebastião Raimundo da Mata, ela moça de 30 anos, solteira e sozinha. Tiveram 4 filhos, entre eles o meu pai Armindo.

Não conheci o meu avô, mas sei que foi um grande homem. Todas as informações que tenho a seu respeito me foram dadas por dona Jovem, minha avó, linda a amada. Sei que a vida deles não foi fácil. Foi dificil e dura, mas sei que ele foi um elemento importante na construção deste país como o vemos hoje em dia.

Vera da Mata

VC, 8/04/2011



terça-feira, 12 de abril de 2011

RENATA



Do latim - renascida,
forte, leal e decidida.
Amo você como alguém que ama o amor.
Desde que nasceu...
Sua importância para mim é vital.
Não conheço outra razão nesta vida,
Senão amá-la como sempre amei.

O que quer que eu lhe diga?
Senão que te amo para sempre!
Amor não se vê com olhos,
Mas com sentimentos d´alma.
Nem o sol, nem a distância,
Nem as estrelas e nem a lua
Serão capazes de nos separar!

Vera da Mata
VC, 11 de abril de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

SOMBRA DE SEUS OLHOS


Ontem fechei os olhos
Fui muito longe e tão tarde!
Sob à sombra dos olhos seus,
Parei nas águas de meus sonhos.
Eram águas profundas,
Amargas e escuras.

Lá ... mirei meus olhos
Que juntos com os seus - voaram
Na madrugada fria
Onde os pássaros noturnos voam
E não cantam.

Cantando pus-me a esperar.
Esperar a doce luz do silêncio
Que vi em seu olhar.
Procurei em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Mas no mar nada encontrei...
Só vi a solidão,
Que vive a me castigar.

Quando os olhos eu fechar,
Pode ser que eles não queiram ...
Pois espero que o tempo volte,
Nas lembranças, na vida, nos netos,
perto do céu, por sobre o mar,
Na terra e no tempo que voltar.

Vera da Mata
VC, 25/03/2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

SIMPLEMENTE MONLEVADENSE!



Hoje acordei especialmente saudosa de minha terra. Não sou poeta, mas na minha simplicidade de mulher desnudo a minha imaginação a imagem mais linda de minha terra natal. Faço uma viagem ao meu Vale do Aço, ao restante da floresta Atlântica que por lá há, ao verde de suas árvores num chão que também é meu, chão brasileiro. Sou um pedaço da embaúba que nasce naquelas matas ao redor da cidade. Desfilo pelas veredas abertas de minha saudade e transpiro o dom de escrever sobre o solo que pisei por 42 anos.
Em meio a lembranças tantas, o pó, o ferro, a terra, a mata entoam em meu coração a poesia soprada pelo vento. Sou um pedaço de tudo que tem lá. Lembro-me das iguarias, que só a comida mineira tem: tutu de feijão, frango com quiabo, arroz de forno, inhame, taioba. E no pé das montanhas e morros me transporto...
Tabajaras, ali fui criada, lá cresci, brinquei, sonhei, ri e chorei. Lá desabrochou a minha meninice, eu e meus irmãos, teimando em não rolar morro abaixo, na terra, quando a minha mãe em casa não estava. Lá soltei papagaio, joguei finca, brinquei de roda, piques de esconder, entre outras brincadeiras.
Ah, saudade! Porque teima em cutucar-me o juízo?
Por onde anda o Coral Monlevade que fez parte de minha adolescência? Por onde anda o Grêmio Literário do Antigo Ginásio Monlevade onde declamávamos poesia de Castro Alves e Olavo Bilac, e que, às vezes, esquecíamos, mas que serviu para o nosso crescimento cultural e social? Por onde anda a fanfarra de 7 de setembro do Ginásio, que na minha época, as mulheres, pela primeira vez, começaram a tocar? Por onde anda minhas colegas de escola? Por anda meus queridos professores? Por onde anda o Conjunto musical dos Congregados Marianos que meu pai sempre levava em casa para tocar e cantar para nós?
Saudade do Grêmio Esportivo Monlevadense! O domingo que não íamos para lá, depois da missa, não era domingo. O Cine Monlevade e suas longas filas para comprar entrada para o cinema! Da feira, que hoje percebo pequena e simples, mas que para nós era enorme e completa, onde tudo era tão colorido e cheiroso. Saudade da Assistência Médica onde tínhamos sempre médicos à disposição, onde havia um silêncio mórbido de gente que procurava ajuda.
Ah, saudade de minha terra! Cercada de verde, de bairros e de gente. Amo seu jeito de ser, mesmo descuidada, hoje em dia, pelo poder público. Amo seu povo, seus mitos, seus gestos.
A saudade bruta me basta! A sua ausência me basta! Tenho João Monlevade (MG) como fonte inspiradora de meu viver.

VC, 21/03/20011

Vera da Mata

sexta-feira, 18 de março de 2011

SAUDADE DE MINHA TERRA




Minha terra tem minérios,
Onde há muita riqueza,
A beleza de lá,
Não é como a de cá.

Nosso céu é mais azul.
Misturado com muito verde,
Nossa mata tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Na saudade, sozinha à noite
Minha mente vai até lá,
Vagueio por entre meus morros,
Cá... fico triste a chorar.


Não permita Deus que eu viva!
Sem que eu volte para lá,
Sinto saudade da vida
Da vida linda de lá.

VC, 19/03/2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

ELIMINANDO O PESO INÚTIL



Não devemos carregar o inútil:
coisas velhas que não servem mais,
roupa usada, fora de moda.
Precisamos limpar nossos armários
nossas gavetas,
nossos corações
nossas almas.

Não carreguemos o inútil!
Porque assim não teremos espaço pro novo.
O bem precisa circular,
Coisas inúteis amarram nossas vidas!

Não guardemos mágoas,
nem dores das decepções.
Os ressentimentos,
as tristezas e as mágoas
longe ficarão!

É preciso criar espaços,
para que as coisas boas cheguem e fiquem.
Só com a força do vazio
O bem chegará...

Vera da Mata
VC, 14/03/11

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O céu de todos nós...






Noite escura e triste!
Sem luz, silenciosa!
No céu brilham estrelas 
No espaço negro sem fim.
A lua escondida
Sob pontos prateados
Olham para mim
que sou pequena e sozinha.


Planetas brilhantes:
Azuis, roxos, vermelhos,
Preparam meu caminho
Neste espaço sem fim.


Pois as estrelas vagam...
Dentro de meu pensamento
Trazem criaturas da noite.
Que querem me maltratar.

Sofro do tempo o açoite,
Me canso e não quero parar,
Pois perdi-me no céu
E marfim da lua.

VC, 20/02/2011
Vera da Mata

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FILHOS



Filhos? São nossos?
Não, são do mundo,
Da vida e dos sonhos.
Vem através de nós
Mas não nos pertencem.
Podemos dar-lhes amor,
Mas não seus pensamentos.
Podemos abrigar seus corpos
Em nossos ventres,
Mas não suas almas.
Moram na casa do amanhã ...
E nem seus sonhos podemos visitar.
Não podem fazer o que fizemos,
Nossos exemplos não seguirão,
Se não desejarem.
Terão seus próprios sonhos
E experiências.
A vida não anda para trás,
Filhos são flechas
Guiadas pelos nossos arcos...

Vera da Mata
9/12/2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

LUZ



Chegaste em nossa vida
Com muita luz – Luiz
Vieste pelos braços do destino
Cair em nosso coração.
Tu és flor em forma de criança,
Crescerás na vida da gente.

Teu sorriso é promissor,
Teu olhar é doce e meigo
Vieste enfeitar nossos sonhos
Pelas frestas da esperança,
No acalanto de amanhã que virá.
Teu amor é acolhedor,
És detentor de luz,
Luz que iluminas!
Alegria que contagias!
Amor de nossa vida!

Vera da Mata
20/11/2010

COMEÇO DE ENTARDECER


 Cai a tarde, as cores mudam.
O dia se vai e a noite chega.
Na vida contei o tempo
E descobri que muito já vivi...
Pois tenho mais passado que futuro.


Nos mistérios da noite,
Minhas emoções se arrastam
e se embolam no meu coração.
Porque não tenho tempo para mediocridades,
invejosos,
conversas intermináveis,
telefone,
assuntos inuteis,
pessoas imaturas
E desafetos.


Na madrugada da vida,
Sinto perfumes das flores,
Dos ventos e das estrelas.
E na calmaria do meu repouso,
Sinto meu corpo cansado e fraco
Meus olhos não vêm como antes,
Meus braços perderam a agilidade,
Minhas pernas insistem em não me obedecer,
Meus pensamentos são outros.


Porque o tempo e a noite trouxeram
Outras emoções e percepções...
na imagens do meu ser.
E é no meu brilho de mulher,
Nas cantigas singelas do vento e do tempo
que meu aprisco fica mais calmo
Terno e doce...
E me prepara para o que virá daqui para frente.


Vera da Mata (no dia que fiz 60 anos)


14/janeiro/2010





quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RAZÕES


São intocáveis as razões do coração,
São nebulosas as minhas lembranças,
São infinitas as dores da alma,
São longas as minhas madrugadas.

Madrugada fria, impávida e escura!
Nela, há um silêncio profundo,
Silêncio de morte tímida e pálida,
Enfeitiçada na tristeza sem fim.

Triste e sem fim também é o meu coração,
Que vive enclausurado na minha lágrima,
Que teima em cair pela saudade mágica,
De tudo que já passou e náufraga virei.
.
Mas náufraga não quero ser,
Pois há um pássaro que deseja voar
Dentro de mim...
Há uma princesa pálida na floresta do meu coração.

Na vida já fui jardim e já criei rosas,
Cravos e malmequeres,
Já fui deserto e areia tomou conta do meu coração
Que ficou seco e sem luz...

Já fui montanha e estive bem perto do céu.
Hoje sou pequena estrada,
De caminhos longos e tortuosos,
Onde me perco com frequencia...

Mas queria ser o raio de sol, o mais belo,
O mais dourado e quente,
Ao mesmo tempo ser água cristalina
Que rola pelas encostas para sempre...

Monlevade, 1990
Vera da Mata

domingo, 14 de novembro de 2010

SE O TEMPO VOLTASSE ... ELAINE



Seu nome siginifica Helena.
Inteligência e comunicação são seu lema.
Movida pela emoção e razão,
sentimentos que lhe permeiam a alma.


E significa ESPERANÇA,
Luta,
Amor,
Irreverente,
Na luz
Encontro


Se o tempo voltasse
você entenderia...
Quanto esperei e te desejei,
Filha do coração!


Agradeço a Deus por existir,
Pelo cariNho e dEdicação,
Pelos “não” que te falei,
Pelos “sim” que te proporcionei
Para que não sofresse
E nem lágrimas derramasse....

Tem um coração sem igual
No rosto, a perseverança!
Coragem! amor e luta.
Se o tempo, voltasse atrás

Entenderia...




VC, 14/11/2010
Vera da Mata

INDELEVEL AMOR!


Amor é seu nome!
Natureza é sua vida!
Dedicação,
Responsabilidade,
Esperança,
Indelével
Amor!

LindA filha, doce e meiga
Embeleza miNha estrada,
O meu caminho da viDa.
De amoR, tErnura e carInho.

SuA presença acaricia meu coração,
Seus versos me revelam seu lado lindo.
Sua sutileza é envolvente
nas amarras da minha emoção.

Pena não poder estar com você,
Todas as horas de nossa vida,
Trocando nossos versos
E desatinos...

Penso em você como luz da luA
em noite de verão, deitada
No quintal, tentando ler nas estrelas
Os mistérios da vida!

VC, 14/11/2010
Vera da Mata

QUANTA SOLIDÃO!



Faz frio lá fora, muito frio...
Parece solidão de natureza morta,
A chuva molha meu coração,
E nela encontro só minha solidão.

Solidão não é só ausência de quem se ama,
Mas a indiferença de sua presença.
É o quinhão que o tempo nos dá
E dor que insiste em machucar.

Solidão é como o vôo da abelha
Que sozinha vai de flor em flor,
Desencontros das almas
no caminho de estrela em estrela.

Solidão reflete tristeza
Dor, histórias e desamor,
Que anda nas estradas do coração,
Das emoçoes e desencontros.


Monlevade, 23/5/1986
Vera da Mata

terça-feira, 9 de novembro de 2010

MENTE...


Gente!
Mente...
Substantivamente...
Inteligentemente,
Diariamente,
Admiravelmente
Massificante - mente,
Pensante - mente,
Naturalmente... mente.




Gente!
Mente...
Verbalmente,
Espertamente...
Frequentemente ...
Mental - mente,
Fisica - mente,
Preguiçosamente...
Demente...
Mente!

Vera da Mata
12/11/2009