segunda-feira, 1 de novembro de 2010

LEMBRANÇAS


Cada momento da vida
Como uma tatuagem na alma,
Gravado no coração está.
São acontecimentos grandes,
Pequenos e até insignificantes.
Carregamos pesos gigantescos,
desnecessários.

Lembranças inesquecíveis,
Lindas e belas ...
Ruins e feias...
Deixando cicatrizes!...
No coração!...

É um livro, uma música,
Uma viagem ou uma carta.
Caminhos que se anda,
Uma frase bonita,
Um buquê de flores,
Uma palavra amiga,
Um carinho numa necessidade.

Há lembrança de olhares ...
De sorrisos ...
De momentos...
De afagos...
De um perfume,
De um beijo,
Grudados em nossa pele!
Deixa-nos felizes!
Trazem saudades...

VC, 2/11/2010
Vera da mata

domingo, 31 de outubro de 2010

MEU MENINO IMPOSSIVEL


Fim de semana, domingo!
Assim que amanhece o dia
Mal espera dar oito horas
E ele chega com seu olhar conquistador
E seu sorriso maroto...
É o menino impossível
Que no PC quer jogar...

E o menino impossível
quer construir
seus brinquedos imaginários ...
Derrubar muralhas,
construir pontes e casas,
Armar cidades,
fazer plantações.

Luta, defende, protege.
E no seu jogo de faz de conta
Viaja nas sombras
Da sua imaginação.
Êta! menino esperto
e impossível!!


VC, 31/10/2010
Vera da Mata

DEPRESSA DEMAIS...


Só vou na ligeireza,
Depressa demais...
Preciso aprender a ser devagar...
Sei que devagar também se vai longe.
E quem muito corre, cansa.
Acabo cansada
Nesta vida tão bela ao meu redor!...

A pressa é um tigre
Que corre na imensidão de uma savana,
Corre atrás do coelho...
como vendaval de chuva,
como o tempo no relógio
quando estamos atrasados.

A pressa é um gavião entre as nuvens,
É um trem bala,
É um cometa no céu estrelado,

Desejo sabedoria?
Parar e refletir...

Devemos:
Apreciar a calma do mar.
O brilho das estrelas,
Os balanços das folhas de árvore
Como a tartaruga na beira do rio,
Como o bicho preguiça ao subir numa árvore,

Os que se vão depressa
fazem adoecer a mente,
O coração começa a bater devagar
E... pára para sempre ...

Vera da Mata
VC, 31/10/2010.

É PRECISO AMAR A NATUREZA

A devastação está assustadora,
O medo está instaurado.
É preciso evitar o vazio do verde,
Pois nem o verde de seu olhar,
Essa destruição, poderá sanar !...

Sem o verde, os pássaros não cantam,
As borboletas não voam,
Os animais silvestres não vivem,
O oxigênio acaba.

O homem deseja o mundo do silêncio!?
O silêncio dos seres!...
Um silêncio mordaz
O tirano do nada...
Mundo sem ruídos,
das águas, dos pássaros,
da chuva...
E dos mugidos dos mamíferos!...

Precisamos da beleza das plantas,
Do verde de suas folhas.
Do colorido de suas flores.
Cuidar e plantar,
Permanentemente,
Em vez de destruir e desaraigar...
Regar e coletar sementes
Em vez de fogo e queimadas...
Semear...
As plantas são seres vivos...
Têm direito de crescer,
florir e frutificar!...

VC, 31/10/2010
Vera da Mata

MAR - MARCELO


Marcado de sonho...
Marcado para o amor...
Marcado para ser feliz.
Do mar – você é peixe...
Azul, vermelho e amarelo.

Sempre mergulhado no reino das emoções.
De lá traz misteriosos pensamentos...
Sensíveis,
Compassivos,
Incondicionais.


É mutável...
E na construção de sua manifestação
Pela vida
Mostra-se coerente e belo...
É consciente e leal!...

Vive na fronteira de dois mundos:
Um, belo e sonhador,
Outro, dentro do outro.
Do mundo tira lição
Do que virá e o que já foi.
Suas emoções vivem num caldeirão
De sonhos e ilusões a beira-mar!..

Modéstia é sua constância!
Justiça é o seu lema!
Tem enorme empatia
Pelos menos favorecidos.
E no saltimbanco da vida,
sem saber muito bem como anda
ou para onde vai,
segue seguindo sua intuição.
E com pés descalços,
Sem vaidade...
Lá vai ao mar...
Mar - Marcelo, amor sem fim!

VC, 31/10/2010
Vera da Mata

MINHA FILHA DENISE



Lá com a nota do fá
Fiz uma canção para você,
De amor, carinho e paixão.
Cá eu te encontrei
No meu útero te alimentei
No seio do meu coração...
Sua meiguice me apaixonou
E minha vida marcou.

Menina, doce e gentil!
Tem compaixão e empatia.
Você água universal
Das emoções da vida!...
Ás vezes, chora,
Às vezes, ri,
Ás vezes, se alegra com pouco,
Às vezes, o muito lhe deixa triste.
É sinônimo de sensibilidade...
Sofre com sofrimento que não é seu...

Sua intuição é forte,
Sua expressão musical também,
Poeta você é...
Caminha pela vida,
sonhando ...
Nos devaneios do amor...
Fica confusa...
Sem amor concreto,
Com sonhos oscilantes
e belos ...
Denise - luz!....


Vera da Mata
VC, 31/10/2010

sábado, 30 de outubro de 2010

LIBERDADE



É ânsia de dignidade humana,
Relação de poder
No jogo de gato e rato,
Entre o poderoso
E o desprotegido.

Só é visível sob a luz da prisão,
Na defesa um do outro,
Na força de vontade dos saberes,
Na lealdade das sombras,
No devir das conseqüências.

É utopia...
Sonho de felicidade ...
É voo de pássaro no azul inifinito...
Querer fazer o que bem quiser...
É ser livre na natureza.
LIBERDADE!...

Vera da Mata
Monlevade, 1992

ONDE MORA A SOLIDÃO?


Mora acima das nuvens?
No encanto das estrelas?
No fundo do mar?
Acima dos picos de neve?
Nas profundezas da terra?
No deserto ou nas savanas?

Não, não sei onde mora
A verdadeira solidão.
Talvez more na quietude dos seres,
Na constante caminhada que fazemos ,
Nas decisões de livre arbítrio,
Dentro de nossos corações!...


Vera da Mata
Monlevade, 1991

quinta-feira, 28 de outubro de 2010






Sombras...
Que na escuridão ruidosa da ausência,
Rompe-se em fios finos de luz,
São melodias encantadas,
São imagens formadas
Que se esgueiram na estrada,
Sob a luz poente do sol,
Na luz fraca da noite.

Aparecem nas curvas da solidão...
E me procura no meu esconderijo
Onde quer que eu esteja.
No meu castelo de sonhos,
No amanhecer e no entardecer.

Sombra - sombra que embala
Canções tristes,
Sentidos perdidos,
Esquecidos...
Não vistos
E nem observados...

Elixir da mente...
Que minh'alma esconde,
que minh'alma almeja,
Á calmaria á beira do lago..
Lago so silêncio!

Lá... há também sombras...
De seres, de árvores, de pássaros,
Lá o tempo passa devagar,
E as minhas lembranças cruéis,
Emanações rudes de meu ser,
Querem me sufocar,
Trazer atrozes sentimentos
Que olham nas sombras da minha memória.

Vera da Mata
VC, 27/10/2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010


ALGURES e ALHURES


Em algum lugar encontrei você,
Algures.
De minha vida, baluarte,
De meus lábios, sorriso,
De minha alma, coração
esperança de amor.

Mas noutro lugar você estava,
Alhures.
Sua vida sempre foi mistério,
Nada meu você gostou,
Viajou na sua solidão
E me abandonou.

Lugares...
Algures,
Alhures,
Para sempre!...

Vera da Mata

VC, 26/10/2010

PARA VOCE RIR UM POUCO...


Vaidade Mata"


Uma mulher foi levada às pressas para a UTI de um hospital. Lá chegando teve a chamada 'quase morte', que é uma situação pré-coma. Neste estado encontrou-se com a morte:
- Que é isso? - perguntou - Eu morri?
- Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 43 anos, 8 meses , 9 dias e 16 horas.
Ao voltar a si, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fez uma lipospiração , uma plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga. Tirou ainda todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexer para ficar linda e jovial.
Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se de novo com a morte, ela perguntou irritada:
- Que palhaçada! Você disse que eu tinha mais 43 anos de vida. Por que morri? Gastei um dinheirão com todas aquelas cirurgias plásticas e nem tive tempo de terminar de pagar.
E a morte aproximou-se bem dela e, olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:

- CRIATURA...EU NÃO TE RECONHECI !!!!!!! Kkkkkkkkkkkkkkkk...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

METÁFORAS


Quero deitar numa cama nas nuvens
E delas, tomar um sorvete,
Balançando no azul do céu,
Encostada numa estrela.

Quero ascender o fogo da vida
E encontrar o fervor do amor.
Porque a vida é fugaz
Como a chuva de verão.

Quero nadar no mar das ilusões
E fazer amizades com suas criaturas,
Quero pescar nas desilusões do rio
E com o boto cor-de-rosa encontrar .

Para saber os segredos da dor:
Quero mergulhar no vulcão
Dos sonhos de minha memória
E encontrar meus sonhos que tanto amei.

Vera da Mata
BR, 25/10/2001

O QUE SÃO SONHOS?


É uma forma de resolvermos os problemas?
De atenuar a solidão?
De fugir das dores?
De enganar a morte?
De querer ser feliz?

Sonhos digerem nossas experiências...
Tecem a nossa realidade,
Pois temos três momentos na vida:
Quando estamos acordados e ativos,
Quando dormimos, no sono,
E quando sonhamos o sonho.

No sonho, temos:
Festa, aventuras,
Terror, pesadelos,
Ambição, humildade.
Na balbúrdia do sonho,
Podemos ser qualquer coisa:
Bailarina, doutora,
Fazendeira, professora.

Temos sonhos banais,
Temerosos, intrigantes,
De desejos reprimidos,
De desejos desejados,
De realizações, felicidades,
De metáforas...

Vera da Mata
VC, 25/10;2010

domingo, 24 de outubro de 2010


MOMENTOS

De onde vem esta dor
Que dói quando respiro?...
Dói quando choro...
Dói... quando rio.

De onde vem este sentimento
Cruel, que me acusa?...
Onde foi que eu perdi
O brilho dos meus olhos?

Em que banco de praça
Ficou dormindo a velha graça?
Em que rio
Derramei minhas lágrimas?

Minhas lágrimas...
Nem elas me pertencem mais
Perdi o direito sobre elas,
Em que palco?

Em que espelho
Perdi a minha imagem?
Onde achei tanta auto-piedade?

A única coisa que sei
É que estou aqui,
Mas ... onde?


Andréia da Mata
Vc, 01/12/1994

O QUE O VENTO TOMA


Toma a nossa juventude,
a nossa saúde,
as nossos amores,
a nossa graça pela vida,
a dignidade de todos.

O que o vento nos traz?
Coisas que andam para frente,
que andam para trás,
Saudades e amores,
Flores e alegrias.

O que o vento deixa ficar?
O feio que consente o belo,
O pobre que aplaude o rico,
O rico que engole o pobre,
Ficando menor o pequeno
Que aplaude o grande.
Vitima que enaltece o prisioneiro,

O vento é um remédio!
Dos desenganados, dos supérfluos,
Dos gemidos, da ardência
Do tempo e da solidão!
Pois, o tempo e o vento
São águas inflamadas
Que não cansam de correr...


Vera da Mata
VC, 24/10/2010

AMOR E DESAMOR


Amar um filho é algo mais!...
Conforto e proteção precisam.
Também amor
e carinho.
Disciplina sim,
Desamor não.

Sentimentos de mágoa,
Ficam longe.
Gritos e ofensas,
Ficam longe.
Ressentimentos e revoltas,
Ficam longe.

Só se aprende amar,
Amando!
Não existe amor sem diálogo,
Sem saber ouvir,
Respeitar,
As individualidades.

É prova de amor...
não comparar,
É prova de amor...
Incentivar,
É prova de amor...
Deixá-los crescer
Felizes!

Com agressividade
Só aprendem violência.

Com amor
Se formarão,
Crescerão
Preparados para a vida.
Desajustes?
São normais.
Assustados?
Superarão...
Crescer dói... !

Crianças precisam
Crescer com amor,
E cuidados.
Senão crescem
Arredios,
Desconfiados,
Reservados,
Dependentes.


Vera da Mata
VC, 20/10/1989

sábado, 23 de outubro de 2010


UM ENCANTO EM CADA COISA...

O mundo é cheio de encantos
E, também, desencantos,
Cheio de coisas e sentimentos
Que nunca acabam.
Tem um pouco de tudo...
Tem gente boa e prestativa,
Tem gente má e egoísta.

Tem coisas que estão dentro de outras.
E outras que estão por fora de algo.
Tem gema dentro do ovo,
Tem caroço dentro do abacate.
Tem casca de banana amarela,
Tem peixe dentro da água.

Tem avião que voa no céu,
Tem trem que corre na terra,
Mas também tem desilusão,
E má vontade de todos.
Tem semente dentro das frutas,
Tem chuva que cai do céu,
Tem nuvem que dança no alto,
Tem relâmpago que parte ao léu.

Tem coisas que estão dentro:
Coelho dentro da toca,
Família dentro de casa,
Lembrança dentro do coração.
Saudade dentro do peito.

Tem coisas que estão fora:
Crianças que brincam no quintal,
A lua no céu estrelado,
Telhado em cima da casa,
Tristezas e mágoas da vida!
Tem coisas que estão em cima:
Gato em cima do telhado,
Vaso em cima da mesa,
Menino em cima da cama.
Amor acima de tudo,
Carinho em cima da dor.

Tem coisas que estão embaixo:
Mineiros embaixo da terra,
Ouro embaixo do solo,
Tapete embaixo do sofá,
Tatú embaixo da terra...

Tem coisas que são grandes:
A inveja, a dor e a saudade.
A montanha, o hipopótamo e o elefante...
São Paulo, Nova Iorque e Tóquio.
Deus, amor e o infinito!
Tem coisas que são pequenas:
O botão e a flor das gramineas,
A formiga, o mosquito e a areia...

Existem coisas novas,
Velhas, secas e pretas,
Brancas, molhadas e curtas,
Longas, azuis e doces.
Molhadas, brilhantes e rosas.
O mundo é cheio de coisas,
Diferentes,
Cheias de mil encantos.

Vera da Mata
VC, 23/10/2010

O OLHAR DE ARIEL

Com seu olhar bonito
Ariel!
Forma um coral
com reflexos de luz
Que corre por entre as montanhas
De amor e sonhos.

Ariel.
Ana que é uma colina,
De amor, carinho e flores.
O Olhar de Ariel,
Parece correntes de mel,
brilha nos olhos da gente,
brilha nos olhos de todos,
Colore a vida de amor.


E o sol, vendo Ariel
torna corada a menina,
cor de canela, cor linda!
Tem o olhar de uma pomba,
Põe sonhos e amores,
Nas colinas de Ana.

Vera da Mata 20/10/2010


BEATRIZ!

Tu és meiga e linda!
Flor que do céu caiu...
És inocente e sincera,
Coração puro e meigo...

Menina, você é forte!
És puro amor ...
És quieta, inteligente,
Gentil, educada.

Gostas de PC, DVD, TV,
Gostas de brincar também.
Brincar de corda, de casinha,
De pirueta, sem se preocupar.

Menina! Que ainda não conheces o mundo,
Não deixe ninguém te maltratar,
Porque os teus encantos
Deus vai abençoar!

Vera da Mata
21/09/2010


NO SILÊNCIO DO LUAR


Misteriosa lua!
As estrelas estão acessas
Parecem uma fotografia
De um tufão de luz !
Na lua, há serenidade do azul...
Na lua, há infinita serenidade
No céu, no telhado e nas ruas,
Há infinita saudade!
Do silêncio! Do sol! Das flores!
Tão claro e lindo como luar,
Sei que há alguém, não sei onde, que chora...
Na angústia invencível que me mostra
Que invade o meu ser e meu coração
e devora a minha alma ...

Vera da Mata
15/11/2008